Mostrando postagens com marcador Paleontologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paleontologia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de junho de 2010

Arqueólogos podem ter encontrado 'tataravô' de Lucy

1. Australopithecus afarensis

Cientistas acreditam ter descoberto um hominídeo que seria uma espécie de tataravô distante da famosa Lucy, segundo estudo publicado na edição de hoje da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O esqueleto parcial de um hominídeo conhecido como Australopithecus Afarensis foi encontrado na região de Afar, na Etiópia. Os restos datam de 3,6 milhões de anos, cerca de 400 mil anos mais velhos do que os de Lucy, um dos primeiros exemplares do Homo Erectus.

Os ossos estudados sugerem que o antepassado também caminhava com a coluna ereta, mas era consideravelmente mais alto do que Lucy, que media pouco mais de um metro. Com cerca de 1,5 metro de altura, o novo hominídeo foi batizado pelos cientistas de "Kadanuumuu", que significa "homem grande" no idioma afar.

"Este indivíduo era completamente bípede e tinha a capacidade de caminhar quase como os humanos modernos", disse Yohannes Haile-Selassie, do Museu de História Natural de Cleveland. "Como resultado desta descoberta, podemos dizer agora com confiança que Lucy e seus familiares eram quase tão competentes quanto nós na hora de caminhar sobre duas pernas e que o alongamento de nossas pernas ocorreu mais cedo do que se pensava em nossa evolução", acrescentou.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Moluscos são mais antigos do que se pensava, diz estudo


Os ancestrais de lulas e polvos modernos podem ter vivido há 500 milhões de anos, segundo um novo estudo publicado na revista "Nature".

A descoberta é baseada em um fóssil conhecido desde 1976, mas não classificado. O fóssil possui características ambíguas; para muitos cientistas, tratava-se de um ancestral da família dos camarões e lagostas.

Agora pesquisadores canadenses conseguiram classificar o animal, conhecido como Nectocaris pteryx, como sendo um molusco, grupo que inclui lulas e polvos.

O fóssil indica que o animal possuia dois tentáculos, olhos bem desenvolvidos com lentes internas e um nariz em forma de funil para propulsão, o que o coloca mais próximo do grupo dos moluscos.

A nova classificação foi possível por meio da comparação entre o fóssil original e 91 novos fósseis encontrados no depósito Burgess Shale, em uma montanha no Parque Nacional Yoho, no oeste do Canadá. Burgess Shale é um dos mais famosos depósitos de fósseis do mundo. Os fósseis foram analisados pelo estudante de doutorado Martin Smith, primeiro autor do estudo.

A descoberta indica que os ancestrais de lulas e polvos são 30 milhões de anos mais antigos do que anteriormente estimado e sugere que, nesse curto espaço de tempo, houve uma rápida evolução no grupo dos moluscos.

Esse tipo de estudo é importante porque ajuda a entender como os grupos de animais modernos evoluíram e como a biodiversidade se originou no passado.

Folha.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um novo ancestral


Pesquisadores chineses encontram o matusalém dos peixes

A maioria das espécies de peixes da atualidade veio dos "peixes ósseos" (Osteichthyes). Contudo, de suas formas primitivas se originaram também todos os animais vertebrados terrestres - são em última instância, os ancestrais dos seres humanos. A teoria foi reforçada pela recente descoberta no sul da China: do mais antigo esqueleto de um peixe ósseo, o Guiyu oneiros foi encontrado quase completo.
Pesquisadores do Instituto de Paleontologia Vertebral e Paleoantropologia de Pequim encontraram o fóssil em 2008, perto da cidade de Qujing. Através de exames anatômicos comparativos, foi possível estimar sua idade em 419 milhões de anos.

Os peixes ósseos são divididos nas subclasses Actinopterygii e Sarcopterygii, dos quais fazem parte os Guiyu oneiros - que deram origem também aos vertebrados terrestres.
Até aqui os paleontólogos supunham que os sarcopterígios se separaram dos actinopterígios há 400 milhões de anos. O novo achado indica, porém, que a separação das duas subclasses ser anterior a 419 milhões de anos.
Tempo suficiente para o Guiyu oneiros ganhar uma anatomia altamente especializada, por meio de várias etapas evolutivas. Dessa forma, a história dos peixes ósseosé mais pelo remota do que se supunha antes do evento de Qujing.

RevistaGeo