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quinta-feira, 8 de março de 2012

Prevenção será foco no Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Discutir o papel da sociedade civil, das instituições públicas municipais, estaduais e federais na prevenção da Aids. Esse será um dos principais objetivos do II Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O evento agendado para os dias 12 e 13 de março, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC e na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, terá a presença, entre outras autoridades,  do prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, coordenador da equipe francesa que identificou o vírus da Aids, Luc Montagnier.
Segundo relatório do Departamento de DST, Aids e Epatites Virais, ligado ao Ministério da Saúde, no Brasil os primeiros casos de Aids foram identificados no início da década de 1980, sendo registrados, predominantemente, entre gays adultos, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos. “Passados 30 anos, o Brasil tem como característica uma epidemia estável e concentrada em alguns subgrupos populacionais em situação de vulnerabilidade”, avalia o documento.
“As avaliações sobre o crescimento da incidência da AIDS destacam que a situação é estável, mas se é estável continua ruim. Precisamos ver o que está sendo feito, onde erramos, pois não estamos reduzindo a incidência em diversos grupos e em alguns a doença está crescendo, como no caso dos adolescentes homosexuais masculinos”, preocupa-se o professor do Departamento de Análises Clínicas da UFSC Luiz Alberto Peregrino Ferreira.
“Se temos campanhas, temos informação, temos distribuição de preservativos, por que razão os adolescentes não estão adotado métodos de prevenção?”, questiona Ferreira. Segundo ele, a primeira edição do simpósio, realizada em 1992, foi um marco no combate da doença no Brasil. Naquela época, o encontro discutiu temas como características da doença, tratamentos, o desenvolvimento de vacinas. Agora uma das principais metas é debater o comprometimento das instituições na busca de soluções inovadoras para as políticas de prevenção. O II Simpósio Nacional Sobre Aids é organizado pela Assembleia Legislativa do Estado, em parceria com Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Aids em jovens
De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids e DST 2011, publicado pelo Ministério da Saúde, há uma tendência de aumento na prevalência da infecção pelo HIV nos jovens.
O boletim cita pesquisa realizada junto a alistados no Exército, de 17 a 20 anos. O levantamento revela que a prevalência da doença passou de 0,09%, em 2002, para 0,12%, em 2007. Além disso, acompanhando a tendência observada entre os jovens do sexo masculino, a prevalência na população de jovens homens que transam com homens (17 a 20 anos) também aumentou, passando no período de 2002 a 2007 de 0,56% para 1,2%, praticamente o dobro (enquanto nas mulheres da faixa etária de 15 a 24 anos a doença se manteve constante, em torno de 0,24%).
O relatório mostra ainda que entre jovens homossexuais homens de 18 a 24 anos a Aids atingiu 4,3%. “Quando se compara esse grupo com os jovens em geral, a chance de ter um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior”, ressalta o documento.
Veja a programação em www.eventoaids.ufsc.br/programa.html
Serviço
II Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Data: 12 e 13 de março
Local: Centro de Eventos da UFSC
Inscrições: Gratuitas, limitadas a 1.300 participantes
Informações: www.eventoaids.ufsc.br
Para a imprensa, mais informações com o professor Luiz Alberto Peregrino, fone (48) 3721-8147 / /
Por Arley Reis / Jornalista na Agecom
Saiba Mais
AIDS em Santa Catarina
-  O documento A Epidemia da AIDS em Santa Catarina (1984-2011) , da Secretaria de Estado da Saúde, registra que desde 1984 foram notificados no Estado 25.950 casos em adultos, 929 em crianças e 4.756 gestantes HIV positivas.
- Além disso, desde 1994 foram notificados 139.271 casos de algum tipo de doença sexualmente transmissível.
- O relatório mostra que as taxas de incidência e mortalidade no Estado são sempre mais altas em relação às taxas nacionais.
- E detalha que Santa Catarina apresenta taxas de mortalidade superiores às do Brasil, sendo, provavelmente, devido a diagnóstico tardio, dificuldades na adesão ao tratamento, esquemas de tratamento antirretrovirais e profilaxia das infecções oportunistas inadequadas, além de dificuldades de acesso para acompanhamento médico especializado.
- Florianópolis (com 4.174 casos), Joinville (2.836), Itajaí (2.320), Blumenau (1.630) e São José (1501) são os cinco municípios catarinense com o maior número de casos de Aids entre adultos.
- Dezessete cidades catarinenses constam do ranking divulgado pelo Ministério da Saúde em 2009 em que foram elencados os 100 municípios brasileiros com as maiores taxas de incidência da doença: Florianópolis, Joinville, Itajai, Blumenau, São José, Criciuma, Balneário Camboriu, Palhoça, Palhoça, Tubarão, Jaraguá do Sul, Biguaçu, Rio do Sul, Araranguá, Içara e Indaial.
- A epidemia vem apresentando mudanças no perfil epidemiológico. A tendência é caracterizada pela heterossexualização, feminização, interiorização e pauperização.
Aids no Brasil
- De acordo com o último Boletim Epidemiológico (ano base 2010), o Brasil tem 608.230 casos registrados de Aids (condição em que a doença se manifestou).
- Em 2010, foram notificados 34.218 casos da doença e a taxa de incidência de Aids no Brasil foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.
- A razão de sexo vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1985, para cada 26 casos entre homens, havia um caso entre mulher. Em 2010, essa relação é de 1,7 homens para cada caso em mulheres.
- A taxa de prevalência da infecção pelo HIV na população de 15 a 49 anos mantém-se estável em 0,6% desde 2004, sendo 0,4% entre as mulheres e 0,8% entre os homens.
- O Boletim Epidemiológico demonstra que, considerando a série histórica, há um aumento de casos em gays de 15 a 24 anos nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. As Regiões Norte e Nordeste não apresentam diferenças significativas nessa população.
- Quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 83,1% dos casos registrados em 2010 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,4% dos casos se deram por relações heterossexuais, 22% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.
- Em relação à taxa de mortalidade, o boletim sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.
www.ufsc.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Hepatite C é ligada a jovens que fazem sexo com muitas pessoas

Uma pesquisa da USP sugere que homens jovens e promíscuos são as vítimas preferenciais da hepatite C, doença incurável cujos mecanismos de transmissão não são bem conhecidos.

Analisando 591 portadores do vírus em São Paulo, os pesquisadores verificaram que a transmissão do vírus está diretamente relacionada às "conexões" que uma pessoa estabelece.

A análise das conexões por meio do número de parceiros sexuais não é a toa: "O sexo é um bom indicador de como são formadas as estruturas sociais", explica Paolo Zanotto, virologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e coautor do estudo.

Entre os pacientes com "alta conectividade" (que tiveram mais de 50 parceiros sexuais), 60% têm o subtipo 1a da doença e a maioria está na faixa etária de 30 anos.

Já entre os de "baixa conectividade" (menos de 5 parceiros sexuais), 40% têm o subtipo 1b da hepatite C e foram contaminados por transfusão de sangue.

"Menos de um terço dos pacientes infectados pelos subtipos 1a e 3a da doença são usuários de drogas injetáveis. Claramente o vírus está sendo transmitido por outras vias", diz Camila Malta Romano, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da USP e coordenadora do estudo.

Para a especialista, as pessoas mais jovens e os homens, que têm mais parceiros sexuais do que as mulheres, estão no grupo de risco. "Não existe confirmação de que a relação heterossexual possa transmitir hepatite C. Mas observamos uma maior incidência de um subtipo do vírus entre pessoas com mais parceiros", diz Romano.

Os cientistas também notaram que o subtipo 1a do vírus, mais comum nos grupos considerados "mais conectados", é o que mais tem crescido em número de casos.

O estudo não pretendia avaliar a dinâmica da transmissão do vírus, mas acabou fazendo um mapeamento ao observar alguns comportamentos comuns em indivíduos contaminados.

O trabalho é inédito no mundo e os primeiros resultados foram publicados hoje no periódico científico de acesso livre PLoS ONE, da Public Library of Science.

CONEXÕES

Zanotto, responsável por um trabalho maior que envolveu quatro vírus -HIV, HCV (da hepatite C), RSV (vírus respiratório) e hantavírus (transmitido por roedores)- explica que a análise comportamental foi uma espécie de braço do trabalho.

A ideia de conexões usada pelo especialista tem a ver com a teoria do físico Albert-laszlo Barabasi, que no livro "Linked -a Nova Ciência dos Networks", lançado no Brasil em 2009, analisa o impacto das conexões das pessoas em vários aspectos da vida -até na medicina e na saúde.

"Queremos, agora, entender as conexões dos portadores do vírus HCV", afirma Zanotto, da USP.

O vírus da Hepatite C, descoberto em 1989, atingia inicialmente pessoas que recebiam transfusão de sangue.

Depois da implantação das políticas de controle da transmissão por transfusão, as causas da doença passaram a ser um ponto de interrogação para cerca de 40% dos casos.

Estima-se que 190 milhões de pessoas no mundo tenham hepatite C. No Brasil, aproximadamente 2% da população está contaminada. Ainda não há vacina.



Folha.com

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo

Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira.

O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.

Em um estudo publicado pelo jornal britânico The Lancet, médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos.

Cada casal era "sorodiscordante", ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus.

Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.

Os pesquisadores recolheram amostras de sangue do outro parceiro a cada três meses para ver se ele ou ela haviam sido infectados. A pesquisa foi monitorada de perto por um comitê de ética, e incluiu um treinamento em sexo seguro, assim como exames de saúde de rotina.

Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros.

Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.

No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores.

"A utilização de ART (antirretrovirais) por pacientes infectados pode ser uma estratégia eficaz para realizar reduções do número de transmissões" de HIV, afirma o estudo.

Isso ocorre porque o coquetel anti-HIV diminui a presença do vírus no sangue e em fluidos corporais, como sêmen ou muco vaginal, e por isso dificulta a transmissão para pessoas não infectadas, acreditam os especialistas.

Entretanto, advertem que, ainda que os remédios possam diminuir o risco de transmissão, o perigo existe, e por isso sexo seguro é essencial.

O estudo, liderado por Deborah Donnel da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, focou-se apenas nas relações heterossexuais.

Também não foram observados outros modos de transmissão do vírus, como o sexo anal, o compartilhamento de agulhas ou de mãe para feto.

da France Presse, em Paris

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gene cria imunidade natural contra HIV


Quando alguém é infectado com o vírus HIV, é geralmente uma questão de tempo até que desenvolva Aids – período que pode ser ampliado com a introdução de tratamento medicamentoso, especialmente nos estágios iniciais da infecção.

Mas há um pequeno número de indivíduos que, mesmo exposto ao vírus, leva muito tempo para apresentar sintomas. E, em alguns casos, a doença simplesmente não se desenvolve.

Na década de 1990, pesquisadores mostraram que, entre aqueles que são naturalmente imunes ao HIV – que representam 1 em cada 200 infectados –, uma grande parte carregava um gene específico, denominado HLA B57. Agora, um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos revelou um novo fator que contribui para a capacidade desse gene em conferir imunidade.

O estudo é destaque na edição desta quinta-feira (6/5) da revista Nature. O grupo, liderado pelos professores Arup Chakraborty, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Bruce Walker, do Instituto Médico Howard Hughes, descobriu que a presença do HLA B57 faz com que o organismo produza mais linfócitos T – glóbulos brancos que atuam na proteção contra infecções.

Pessoas com o gene têm um número maior de linfócitos T, que se grudam fortemente com mais pedaços do HIV do que aqueles que não têm o gene. Isso aumenta as chances de os linfócitos reconhecerem células que expressam as proteínas do vírus, incluindo versões mutantes que surgiram durante a infecção.

Desvantagem

Esse efeito contribui para o controle maior da infecção pelo HIV (e por qualquer outro tipo de vírus que evolua rapidamente), mas também torna as pessoas mais suscetíveis a doenças autoimunes, nas quais os linfócitos T atacam as próprias células do organismo.

“A descoberta poderá ajudar pesquisadores a desenvolver vacinas que provoquem a mesma resposta ao HIV que ocorre naqueles que têm o gene HLA B57. O HIV está se revelando lentamente. Essa descoberta representa outro ponto em nosso favor na luta contra o vírus, mas ainda temos um caminho muito longo pela frente”, disse Walker.

“Esse é um estudo notável, que começou com uma observação clínica, integrou observações experimentais, gerou um modelo valioso e derivou desse modelo um conhecimento profundo do comportamento do sistema imunológico humano. Raramente alguém tem a oportunidade de ler um artigo que expande tão grandemente o conhecimento humano”, disse David Baltimore, professor de biologia do Instituto de Tecnologia da Califórnia e ganhador do Nobel de Medicina e Fisiologia em 1975.

O artigo Effects of thymic selection of the T-cell repertoire on HLA class I-associated control of HIV infection (DOI:10.1038/nature08997), de Arup Chakraborty e outros, pode ser lido em www.nature.com.

Da Agência Fapesp

terça-feira, 4 de maio de 2010

SP lança 1º programa de rede pública de reprodução assistida para soropositivos

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, por meio do Programa Estadual de DST/AIDS-SP, anunciou nesta terça-feira (4) o Programa de Reprodução Assistida para Soropositivos, iniciativa pioneira na rede pública do país. Em uma parceria com a Faculdade de Medicina do ABC, o serviço atenderá casais soropositivos e casais sorodiscordantes (em que uma das pessoas é soropositiva e a outra não).
O programa permitirá aos casais reduzirem ao máximo a chance de transmissão vertical ou mesmo de que ocorra infecção entre os parceiros. Na quase totalidade dos serviços de reprodução assistida no Brasil, o fato de ser portador de HIV é um critério de exclusão dos pacientes.
Nos casos de casais em que ambos são soropositivos, será realizada a inseminação artificial após a aplicação da técnica de lavagem de esperma. No caso em que o homem é soropositivo e a mulher, não, também é feita a inseminação artificial após a lavagem de esperma. Nos casais em que apenas a mulher é soropositiva é realizada a inseminação artificial.
“Queremos propiciar uma concepção segura, sem riscos de infecção do(a) parceiro(a) soronegativo no caso dos casais sorodiscordantes ou sem risco de reinfecção para casais onde ambos sejam soropositivos para o HIV”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DSTAids-SP.
Em todos os casos, o procedimento deverá ser realizado quando a carga viral dos pacientes estiver baixa ou indetectável. “Se uma mulher soropositiva quiser engravidar, ela deve ser informada sobre o melhor momento e os modos para que isso ocorra com os menores riscos”, disse Rosa Alencar Souza, do CRT.
Uma gravidez programada permite, além da escolha do melhor momento clinico, uma adequação dos antiretrovirais prescritos, considerando o esquema mais adequado para a paciente e para a profilaxia da transmissão vertical.
SERVIÇO:
O Serviço de Reprodução Assistida para pessoas vivendo com HIV localiza-se no CRT DST-AIDS (Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana, São Paulo). O atendimento ocorre às quintas-feiras, a partir das 7h30.
 UOL - Ciência e Saúde - Notícias

sábado, 1 de maio de 2010

Remédio para tratamento de pacientes com HIV chega com um mês de atraso a Santa Catarina

Uma nova remessa do antirretroviral Lamivudina, um dos principais remédios no tratamento de quem vive com o HIV, o vírus que causa a Aids, chegou a Santa Catarina nesta sexta-feira, depois de um mês de espera. A notícia deixa os cerca de 3,2 mil usuários do medicamento mais tranquilos.

De acordo com Iraci Silva, gerente da DST/HIV/Aids, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), os 180 mil comprimidos são suficientes para atender a demanda do mês de maio.

Mas, como as últimas remessas enviadas pelo Ministério da Saúde foram reduzidas, o estoque estratégico do medicamento ainda não está completo.

— Trabalhamos sempre com uma quantidade suficiente para atender os pacientes durante dois meses. Isso é importante porque temos pacientes novos e outros que trocam de medicamento. Mas já estamos mais aliviados. Acredito que aos poucos vamos conseguir normalizar nosso estoque e a distribuição — explica Iraci.

Os comprimidos já foram enviados para as 48 Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) do Estado e todos os pacientes que utilizam os remédios serão avisados. Cerca de 11 mil pessoas utilizam os antirretrovirais em Santa Catarina.

Durante este período de abastecimento irregular e falta de medicamentos, muitos pacientes foram orientados pelos seus médicos a trocar os remédios, que são compostos por três ou quatro componentes distintos.

O infectologista Luiz Escada explica que a troca de qualquer medicamento sempre exige uma adaptação, que pode ser simples ou complexa e isso depende do paciente. Segundo ele, todo remédio pode culminar em efeitos adversos, como náuseas e diarréias.

— É claro que não é uma coisa agradável, mas a gente sempre consegue compor um esquema alternativo. O maior problema nestes casos é o estresse enfrentado pelos pacientes que acabam ficando preocupados com novas ocorrências de desabastecimento — esclarece.

O infectologista também conta que os antirretrovirais não são encontrados nas farmácias. É preciso encomendar em importadoras ou comprar em farmácias online. Além disso, o medicamento é muito caro e pode custar, em média, R$ 1 mil o tratamento mensal.
DIÁRIO CATARINENSE

domingo, 28 de março de 2010

Festival Internacional de Humor em DST/AIDS

CARLUS - BRASIL


















SPACCA - BRASIL















 HUANG FEI - CHINA






http://www.aids.gov.br/humor/
 
Muitas são as experiências positivas do uso do humor, principalmente do humor gráfico, para levar à conscientização, provocar reflexões e tomadas de atitude. A aids é um dos atuais males da humanidade e, para muitos, ainda é vista como um problema alheio a ele, à sua família e à sociedade. Em relação ao Festival de Humor que se está promovendo, o objetivo principal é oferecer à sociedade um instrumento a mais de engajamento de todos para impedir o alastramento do vírus e de valorização daqueles que são soropositivos. O senso de humor é próprio daqueles que melhor enxergam problemas e soluções. A somatória de visões e percepções de artistas do humor de todas as nações e povos resultará, sem dúvida, em um rico e diversificado produto a ser trabalhado nas mais variadas estratégias de comunicação e educação. 

domingo, 7 de março de 2010

Desinformação ameaça as mulheres

As mulheres representam atualmente quase 50% dos casos de HIV/Aids no mundo, percentual que, desde o início da epidemia, vem apresentando aumento constante nos últimos 20 anos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Essa situação ocorre pela desigualdade entre homens e mulheres, ainda presente no mundo. Para Lee Jong-wook, diretor-geral da OMS, as mulheres raramente têm o poder de impor relações sexuais seguras e protegidas.

Por esse motivo, explica o diretor da OMS, as intervenções sanitárias relacionadas ao HIV/Aids devem promover um melhor acesso das mulheres à informação, ao tratamento, aos cuidados e ao seu próprio sustento.


Para os especialistas, as mulheres são mais vulneráveis à infecção do que os homens por razões biológicas, econômicas, sociais e culturais.

Um dos maiores exemplos é observado na disseminação da Aids na África, que ocorre de forma devastadora, principalmente em mulheres da região subsaariana. Na área, foi observado que as jovens entre 15 e 24 anos são duas vezes e meia mais susceptíveis de ser infectadas que os rapazes da mesma faixa de idade.

Para debater esse problema e propor as necessárias medidas para o controle da expansão do vírus da Aids, a OMS promoverá amanhã, às 15h, em sua sede, em Genebra, Suíça, a mesa-redonda As mulheres e o HIV/Aids, como uma das formas para marcar o transcurso do Dia Internacional da Mulher.
JULIO ABRAMCZY
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Depois daquela viagem


Valéria Polizzi é a jovem autora do grande sucesso editorial Depois daquela viagem. Sua coragem e sua luta acabaram por torná-la um símbolo de sobrevivência para os portadores do temido vírus HIV.

Escrito em um tom absolutamente despojado, próprio daqueles que estão procurando entender e se posicionar da melhor maneira possível no mundo frenético em que vivemos, o livro é o testemunho vivaz de uma adolescente com sólida formação educacional e familiar que, aos 16 anos, por um desses descuidos cuja razão jamais se alcançará completamente, mantém uma relação sexual sem a utilização do preservativo.

Como numa conversa entre amigos, o leitor tem a oportunidade de partilhar com Valéria a angústia de compreender que ela está com AIDS, um dos males mais comentados a partir da década passada. Ao mesmo tempo, Depois daquela viagem propicia uma verdadeira imersão cultural no cotidiano e na alma dos jovens de sua época.

"Pensar e escrever o livro foi um processo de três anos, no qual cresci muito. Em primeiro lugar, tive de trabalhar muitas questões dentro de mim, para depois colocá-las no papel. O intuito era mostrar que as pessoas podem viver com o HIV, para ajudar outros soropositivos como eu. E também mostrar que a AIDS pode acontecer com qualquer um", declara a autora.

Valéria Polizzi conseguiu seu intento. Seu relato já ganhou 19 edições, mais de duzentos mil exemplares vendidos, e já teve sua obra conhecida em países como Alemanha, Portugal, Itália, Espanha, Chile e Argentina. Sua mensagem e seu alerta, assim, tornaram-se internacionais.

"A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por se perder, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não conseguimos entendê-la direito", reflete Valéria.


Depois daquela viagem

Valéria Polizzi
238 páginas

Veja mais no site: http://www.atica.com.br/resenhas/?r=304

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial de Luta contra a Aids

 
Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids aborda preconceito contra soropositivos   Quem vive com HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar, fazer sexo com camisinha, como todo mundo. Apesar de a rotina ter de se adaptar aos medicamentos e consultas, o mais difícil é ter que conviver com o preconceito. Para ajudar a mudar essa realidade, o Ministério da Saúde lança nesta terça-feira, dia 1º de dezembro, a campanha publicitária com o tema sobre o preconceito e estigma, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Um beijo, protagonizado por um jovem com HIV e uma jovem que não tem o vírus, marca o filme de 30 segundos que faz parte da campanha, cujo slogan é: “Viver com aids é possível. Com o preconceito não”. Símbolo de amor e amizade, no campo da aids o beijo assume outras conotações. Mostra que não se transmite o HIV dessa forma, que pessoas soropositivas podem e devem se relacionar, entre elas ou com sorodiscordantes (uma positiva e outra não).

Na mesma ocasião será lançada a revista AZT – a vida continua. A publicação traz 13 histórias reais que retratam a superação ao preconceito e às dificuldades enfrentadas por quem vive ou convive com HIV/aids. Resultado do concurso nacional Vidas em Crônicas, os textos vencedores representam uma homenagem às pessoas que, em três décadas de epidemia, convivem com o preconceito por causa do vírus.
O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia primeiro de dezembro, é a data sugerida pelas Nações Unidas para reforçar o compromisso político dos governos para que o mundo reflita sobre as questões que envolvem o viver com o HIV. O mundo todo está voltado, nessa data, para as ações desenvolvidas pelos países, principalmente o Brasil, cuja política na área é globalmente reconhecida.
Estima-se que 630 mil pessoas estejam infectadas pelo HIV no Brasil, sendo que mais de 200 mil estão fazendo uso do tratamento oferecido pelo SUS. A política de acesso universal aos medicamentos adotada pelo Governo Brasileiro vem possibilitando, ao longo dos anos, a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids.
Confira as peças da campanha.
Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
(61) 3306 7051/ 7033/ 7010/ 7016/ 9221-2546
Site:
www.aids.gov.br
E-mail: imprensa@aids.gov.br
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gel para prevenção da AIDS

Gel para prevenção da Aids Composto extraído de alga marinha foi capaz de impedir multiplicação do vírus HIV em testes in vitro

Um composto extraído da alga parda marinha Dictyota pfaffii , encontrada no Atol das Rocas (Rio Grande do Norte), será usado na produção de um gel vaginal para prevenir infecções pelo HIV. (Imagem: Roberto Campos Villaça/UFF)
Um gel vaginal poderá ser um poderoso aliado das mulheres na prevenção contra a Aids. O produto, que está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Fundação Ataulpho de Paiva, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), tem como princípio ativo um composto extraído da alga parda marinha Dictyota pfaffii , encontrada no Atol das Rocas (Rio Grande do Norte). Testes in vitro comprovaram sua capacidade de impedir a multiplicação do vírus HIV nas células, o que evitaria a infecção. A bióloga Valéria Laneuville Teixeira, do Instituto de Biologia da UFF, responsável pelo isolamento do composto químico, chamado dolabelladienetriol, conta que ele pertence ao grupo dos diterpenos. Ela explica que o produto reprime a ação de uma enzima do vírus chamada de transcriptase reversa, responsável pela conversão do RNA viral em DNA. Além de atuar na célula infectada, o diterpeno é capaz de agir preventivamente contra o vírus. “O vírus entra na célula, porém a presença do produto impede sua multiplicação”, esclarece a pesquisadora, acrescentando que essa característica levou a equipe a pensar no gel vaginal para a prevenção de mulheres. O produto agora está sendo testado em ratos na UFF e na Fiocruz e será avaliado em células humanas no Saint George's Medical School, na Inglaterra. Segundo Teixeira, a descoberta do diterpeno e de seu potencial contra o vírus HIV se deu por uma sucessão de acasos. Desde 1996, sua equipe, em colaboração com a da bióloga Izabel Christina de Palmer Paixão Frugulhetti, também do Instituto de Biologia da UFF, vem realizando pesquisas com extração de produtos naturais de algas pardas marinhas do gênero Dictyota para avaliar sua ação na transcriptase reversa do HIV-1. O mecanismo dessa ação foi estudado pela equipe do imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, da Fiocruz, que verificou a capacidade preventiva da droga nas células. Os resultados levaram ao projeto de produção do gel, idealizado e coordenado pelo pesquisador Luiz Roberto Castello-Branco, também da Fiocruz, em colaboração com a Fundação Ataulpho de Paiva. Efeito prolongado Testes preliminares mostraram que o composto permanece na célula durante pelo menos dez dias. Mesmo que o produto final não tenha um efeito tão prolongado, a pesquisadora apóia seu uso preventivo. “O gel seria uma forma de defesa da mulher”, afirma ela, que defende o uso do produto como um aliado da camisinha. A equipe não afasta a hipótese de se criar uma droga oral que impeça o organismo de ser infectado pelo vírus HIV. “As pesquisas estão em fase inicial, mas acreditamos na possibilidade”, avalia Teixeira. “Ter um medicamento dessa importância com a patente nacional é uma vitória”, comemora ela, lembrando que hoje o país gasta muito com o coquetel de drogas destinado aos soropositivos. Fernanda Alves Ciência Hoje On-line 18/09/2007

sábado, 23 de maio de 2009

Gonorréia



A gonorréia é também conhecida pelos nomes: blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, corrimento, escorrimento e pingadeira. É uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta, principalmente, a uretra, tanto de homens quanto de mulheres.

Como é uma DST (doença sexualmente transmissível), a prática sexual desprevenida - inclusive anal e oral - é uma forma de transmissão. Assim, ânus e faringe podem, também, se comprometer. A probabilidade de contaminação após o relacionamento com um parceiro doente é de 90%.

Bebês correm o risco de serem infectados por suas mães, no momento do parto, apresentando danos oculares.

Algumas mulheres podem ter a doença sem, no entanto, apresentarem sintomas. Estes aparecem aproximadamente dez dias após o contato. Nestas, dores na região inferior do abdome, hemorragia e dor ao urinar podem aparecer. Nos homens, inflamação, incômodo ao urinar e secreção com pus – características semelhantes às que ocorrem quando há infecção anal. Ínguas na região da virilha podem aparecer.
Raramente, a bactéria se dissemina pela circulação sanguínea. Tal fato pode desencadear danos à epiderme, articulações, cérebro, faringe, olhos e válvulas cardíacas.

O diagnóstico é feito pela análise do histórico do paciente e exame da secreção. O tratamento é feito com o uso de antibióticos, geralmente em dose única. A penicilina deixou de ser utilizada em razão da grande resistência que as bactérias adquiriram a ela. No caso da gonorréia ocular, chamada conjuntivite gonocócica, é acrescido o uso de colírios de nitrato de prata.

Muitos postos de saúde distribuem as medicações gratuitamente.

Relações sexuais e bebidas alcoólicas devem ser evitadas neste período e por mais uma semana após o tratamento. Os parceiros de pessoas infectadas devem, também, se consultar, a fim de verificar se houve contágio.

Não tratada de forma correta, pode causar infecção dos órgãos do sistema genital, com condições de originar esterilidade.

O uso da camisinha (ou abstinência sexual) e o pré-natal são as únicas formas de evitar a gonorréia.

Brasil Escola

terça-feira, 19 de maio de 2009

Hepatite B


Essa forma da doença é transmitida através de agulhas contaminadas( muito comum entre os viciados em drogas), através de relações sexuais (muito comum entre homossexuais) e contato direto com sangue contaminado( principalmente em pessoas que trabalham em laboratórios ou em hospitais). Dos casos existentes, 10 a 20 % são devidos à transfusão de sangue contaminado pelo vírus da hepatite B. As pessoas infectadas podem ter um período de 1 a 6 meses entre a fase em que adquiriram o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. 10% dos pacientes desenvolvem hepatite cronica ativa, em que a pessoa apresenta fases de melhora e piora da doença, ou se tornam portadores crônicos da doença, ou seja, a pessoa não tem os sintomas de hepatite, mas continua espalhando o vírus para outras pessoas. A hepatite B pode ser evitada através do cuidado em não se administrar sangue contamindo em outras pessoas, evitando-se usar agulhas em mais de uma pessoa( de preferência usar sòmente agulhas descartáveis e dispensá-las após o uso) e tomando-se a vacina contra hepatite B, principalmente se a pessoa trabalhar em laboratórios ou hospitais, onde é mais fácil adquirir a doença. Aqui nos Estados Unidos, já estão sendo dadas as vacinas contra hepatite B rotineiramente, desde o nascimento, repetindo-se a segunda e terceira dose com intervalos de 2 meses entre elas. Também é aconselhável vacinar aqueles indivíduos que tiveram contato confirmado com uma pessoa portadora do vírus da hepatite B mas que ainda são soro-negativos e aquelas que estão fazendo hemodiálise. Também existe a imunoglobulina contra hepatite B que pode ser dada logo após uma pessoa ter sido contaminda pelo vírus da hepatite B, por exemplo, alguém que sem querer recebe uma picada com uma agulha infectada. Porém, a pessoa deve receber a imunoglobulina logo após o contato, senão não faz efeito.



VOCÊ ESTÁ CORRENDO O RISCO DE CONTRAIR A HEPATITE B?

Embora qualquer pessoa possa contrair o vírus da hepatite B, existem certos grupos que, devido a seu estilo de vida, apresentam maior probabilidade de se infectar. Por favor, use alguns minutos do seu tempo para responder às perguntas a seguir.

Se a resposta a uma ou mais perguntas for "sim" para você ou para alguém da sua família, você e/ou essa pessoa podem estar correndo o risco de contrair hepatite B.

  • Você e/ou seu parceiro tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 6 meses?

  • Você e/ou seu parceiro já contraíram doenças sexualmente transmissíveis (DST) repetidas vezes ou tiveram contato com pessoa que costuma ter doenças sexualmente transmissíveis?

  • Você e/ou seu parceiro são homossexuais do sexo masculino ou são bissexuais?

  • Você e/ou seu parceiro tiveram contato sexual com prostitutas?

  • Você e/ou seu parceiro usaram drogas injetáveis ou tiveram contato sexual com usuários de drogas injetáveis?

  • Algum membro da sua família está infectado com o vírus da hepatite B?

  • Os Centros de Prevenção e Controle de Doenças identificaram diversas áreas onde a infecção por HBV é endêmica: África, China, República Dominicana, Haiti, Índia, México, Países do Oriente Médio, América do Sul, Sudeste Asiático e Indochina. Você planeja morar ou viajar para algumas das áreas relacionadas acima ou ter contato íntimo/sexual com alguém da população local?

  • Você ou seus familiares nasceram ou viveram em alguma das áreas relacionadas acima?

AVALIE SEU GRAU DE RISCO

Além do risco de contrair uma infecção pelo HBV, se você respondeu "sim" a uma ou mais destas perguntas, você também estará correndo o risco de contrair infecção por HIV.HIV é o vírus que causa a AIDS.

Se você acredita que você e/ou sua família podem estar correndo risco de uma infecção por HBV, converse com seu médico. Ao contrário do que ocorre com a AIDS, existem vacinas para prevenir a hepatite B.

Pergunte a seu médico sobre os benefícios e os riscos da vacinação contra a hepatite B e se a vacina é apropriada para você.

Hepatite B. Você pode ajudar a preveni-la.
Tal como a AIDS, o HBV é comumente transmitido por meio de contato sexual.

COMO É TRANSMITIDA A HEPATITE B?

O HBV pode ser encontrado no sangue e em outros fluidos do corpo, incluindo sêmen, secreções vaginais e saliva.

A transmissão ocorre quando o sangue ou outros fluidos corpóreos infectados contaminam os olhos, a boca, ou penetram no organismo por meio de um corte na pele ou pelo contato sexual.


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