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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Proteja o cerrado

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Notícias de um melanoma


Vídeo animado busca mostrar ao público, especialmente jovem, as principais características do mais agressivo dos cânceres de pele.
Em ‘Memórias de minhas pintas tristes’, uma pinta simpática e saudável convence outra escura e de bordas irregulares a ir ao médico. (imagem: reprodução) 

Você sabe como identificar uma pinta maligna? Se sabe, está de parabéns. Você faz parte de uma minoria de jovens brasileiros capaz de apontar as características principais de um possível câncer de pele, o mais frequente no país.
É o que indica estudo feito pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre novembro de 2009 e março de 2010, pesquisadores do núcleo se besuntaram de protetor solar e saíram pelas praias cariocas entrevistando jovens entre 11 e 29 anos sobre questões relacionadas ao câncer de pele.
No total, foram 820 entrevistados, metade homem, metade mulher. A maioria do Rio, mas também turistas de outros cantos do país. Entre os resultados, alguns dados alarmantes: 74% dos entrevistados costumam ‘descascar’, 42% nunca foram ao dermatologista; dos que vão, 48% os procuram quando aparece algum problema de pele.
E ainda: “A maioria não sabe descrever as características principais de uma pinta maligna, em especial do melanoma, que é o câncer de pele mais agressivo”, afirma a microbióloga e divulgadora da ciência Marina Verjovsky, uma das integrantes do grupo. Segundo ela, apenas 10% das pessoas ouvidas apontaram características relacionadas à doença.
“A maioria não sabe descrever as características principais de uma pinta maligna, em especial do melanoma, que é o câncer de pele mais agressivo”
Os resultados – preocupantes – da pesquisa serviram de base para a criação do vídeo Memórias de minhas pintas tristes, que busca mostrar ao público, principalmente jovem, alguns traços do melanoma, como pintas bem escuras, com variação até o marrom, com bordas irregulares e que crescem com o tempo.
Assim se apresenta um dos protagonistas da animação, que encontra uma pinta simpática e saudável na praia que o convence a ir ao médico. Seu fim não é lá muito feliz mesmo, mas a mensagem é bastante clara: se sua pinta tiver bordas irregulares, diferentes tonalidades, crescer ou sangrar, procure um dermatologista.
“Procuramos principalmente incentivar as pessoas a buscar o médico dermatologista ao identificarem pintas consideradas estranhas”, diz Verjovsky. “A ideia é mostrar a importância do diagnóstico precoce, que aumenta muitíssimo as chances de cura total.”

Uma cruzada contra o câncer

Memórias de minhas pintas tristes é o terceiro de uma série de vídeos de animação voltados à prevenção do câncer e uma dentre as diversas iniciativas nessa linha desenvolvidas pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia.
Os outros dois vídeos – Amor em tempos de HPV e Jogo de uma morte anunciada – tratam, respectivamente, dos riscos de se contrair o vírus do papiloma humano e da relação entre a indústria do tabaco e os jovens.
Os roteiros foram todos desenvolvidos no âmbito do núcleo, com a consultoria de especialistas da UFRJ e do Inca. Já as animações ficaram a cargo de duas profissionais contratadas, que usaram diferentes técnicas para a produção dos vídeos.
Enquanto no primeiro – Amor em tempos de HPV – utilizou-se a técnica stop motion, na qual os personagens são movimentados e fotografados quadro a quadro, nos outros dois, optou-se pelas técnicas de animação em flash e rotoscopia – desenho sobre filmagem.
Os três vídeos são marcados por poucas falas, para atingir um maior número de pessoas. Atenção especial é dada ao público surdo, com o qual o grupo vem trabalhando em outros projetos. Ao final de cada animação, há mensagens relacionadas ao tema em libras, a língua brasileira dos sinais.
Os três vídeos são marcados por poucas falas, para atingir um maior número de pessoas
Por traz das causas nobres, há também uma alta dose de diversão. “As reuniões para discussão de concepção e roteiro são tão divertidas que ninguém se sente trabalhando”, conta Verjovsky. “Depois, cada pedacinho que vai ficando pronto é discutido, revisado e nos deliciamos com as ideias tomando corpo.”
A divulgadora, no entanto, mesmo com os vídeos prontos, ainda tem um longo trabalho pela frente. Os estudos nos quais se baseiam fazem parte do seu projeto de doutorado sobre o papel da divulgação científica na prevenção ao câncer, especificamente entre jovens, cursado no Instituto de Bioquímica da UFRJ.
Em tempo: Os títulos dos vídeos – e o deste post – são uma homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez, admirado tanto pelo núcleo quanto pela equipe da CH On-line.

Carla AlmeidaCiência Hoje On-line

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário



Ficha técnica:
Lixo Extraordinário (Waste Land) - 2009
Produção: Brasil e Inglaterra
Direção: Lucy Walker, João Jardim e Karem Harley
Genêro: Documentário
Duração: 99 minutos

Arte e vida que emergem do lixo Documentário “Lixo Extraordinário” mostra como catadores transformam seu trabalho em obra de arte

 
No cartaz do filme, a imagem feita com material reciclado coletado pelo próprio Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, que trabalha no lixão desde os 11 anos de idade
 (Foto: Vik Muniz)
Com a ideia inicial de fotografar e pintar catadores de lixo, Muniz viu que algo muito maior poderia surgir após suas primeiras entrevistas e experiências em Gramacho. “A beleza do lixo está em ele ser tão negativo. É algo que descartamos, não utilizamos mais e não queremos mais ver por perto. No entanto, o interessante de se trabalhar artisticamente com os resíduos é que eles passam a ser vistos novamente, sendo que com bons olhos”, explica o artista.

Sob esta perspectiva, Muniz decidiu dar um novo papel aos catadores. Foi assim que eles tiveram a chance de também serem artistas e puderam confeccionara suas próprias imagens, feitas com o lixo que retiravam de Gramacho. Ao fim, o trabalho foi fotografado pelo artista e leiloados na Inglaterra. Toda a renda do leilão foi revertida para a Associação de Catadores do Jardim Gramacho, que agora investe em novas tecnologias para ampliar a reciclagem dos resíduos que chegam ao lixão. “O que eu mais queria era mudar a vida de um grupo de pessoas, justamente com o mesmo material que eles manuseiam diariamente, o lixo”, afirmou Muniz.
Previsto para ser inativado em 2012, o Jardim Gramacho funciona há 30 anos. Nas favelas ao seu redor, é possível encontrar os catadores que trabalham diariamente para desenterrar materiais reciclados
(Foto: Vik Muniz/Divulgação)
O principal objetivo do artista e dos diretores do filme foi retratar a vida dos catadores e mostrar como a arte pôde mudar a realidade em que vivem. Para o representante da Associação de Catadores do Aterro de Gramacho, Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, fazer parte do filme lhe redeu novas ideias e oportunidades: “O documentário abre portas para políticas públicas de incentivo à reciclagem. O Brasil tem, e muita, mão de obra capacitada para reciclar o lixo, mas faltam muitos incentivos a nível municipal. No filme, o trabalho dos catadores é valorizado e isso muda pontos de vista sociais, políticos e econômicos”, conta Tião, um dos principais personagens do documentário.


 A partir da fotografia, Vik Muniz orientou os catadores a reproduzirem suas próprias imagens. O resultado foi a leilão na Inglaterra, e todo o dinheiro arrecadado foi destinado à Associação de catadores
(Fotos: Vik Muniz/Divulgação)
No Jardim Gramacho, estima-se que cerca de 15 mil pessoas vivem e sobrevivem do lixo. Hoje, cerca de três mil pessoas trabalham diretamente no aterro, e removem, todos os dias, cerca de 200 toneladas de material reciclável. Segundo o sociólogo Jorge Pinheiro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o lixão já não polui apenas o solo ou o ar após 30 anos recebendo oito toneladas de resíduos diariamente. A ameaça agora se expande para a Bahia de Guanabara: “A melhor imagem que se pode usar para descrever o que pode acontecer com o aterro é a de uma grande montanha de lixo sobre uma base gelatinosa – já que o solo é argiloso no local que outrora era mangue - que a qualquer momento pode desandar para dentro da Baia de Guanabara”, afirma Pinheiro, colaborador do site Lixo.com.br.

Até agora, o filme já contabilizou 23 prêmios ao redor do mundo. Esta semana, ele entrou para a cobiçada lista dos indicados ao o Oscar, o prêmio máximo do cinema mundial. A expectativa é que o documentário gere ainda mais oportunidades para os catadores de Gramacho.
Juliana Marques

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mostra Resíduos sólidos no IEE

A exposição "Resíduos e Cotidiano", resultado do projeto "Recicla IEE!" desenvolvido no Instituto Estadual de Educação envolvendo as disciplinas de biologia, geografia, física, química e português, foi um sucesso!

Foram produzidos, por estudantes da 2a. série do ensino médio, paródias musicais, cartazes, vídeo-reportagens, vídeo-documentários, histórias em quadrinhos virtuais e vários objetos feitos à partir do reaproveitamento do lixo, inclusive eletrônico. Também foram feitas mini-composteiras e exposição de fotos.

Confira as fotos!










quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Poesia na Aula de Ciências

Existem relações profundas entre Ciência, Cultura e Arte. No entanto, a discussão integrada dessas dimensões raramente se realiza nas salas de aula. Numa tentativa de motivar esse diálogo, propomos a exploração, em sala, de poemas referentes à Ciência, de forma interligada e em interação com outras disciplinas.
Como um primeiro exemplo de tópico a ser trabalhado, podemos citar a ‘Máquina do Mundo’. Muitos temas relacionados à Astronomia e à visão geocêntrica do século XVI são encontrados na poesia de Camões. Outros poetas da língua portuguesa, como Carlos Drummond de Andrade e Haroldo de Campos, também abordaram esses temas. Reproduzimos abaixo um texto de Rómulo de Carvalho, físico, poeta e divulgador da Ciência que escrevia sob o pseudônimo de Antonio Gedeão.
A Máquina do Mundo
Antonio Gedeão
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
A evolução no tempo também permeia o pensamento de artistas e cientistas. Em quase todos os ramos da Ciência, esse conceito é fundamental no entendimento de fenômenos naturais. E na literatura poética universal, o tempo é um dos temas mais recorrentes, pela vinculação óbvia com a vida e a morte. Aqui, um exemplo tirado da obra de Murilo Mendes.
Estudo para um Caos
Murilo Mendes
O último anjo derramou seu cálice no ar.
Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento,
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do céu em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro ao abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
Alguns temas presentes nas obras de escritores contemporâneos são inspirados na Física Moderna. As idéias surgidas no início do Século XX, como as da Física Quântica, levaram a uma profunda revolução na Física. A letra de Gilberto Gil reproduzida abaixo é um exemplo do reflexo dessa revolução na cultura popular.
Quanta
Gilberto Gil
Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal.
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmão da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo momento desfaz.
Na versão integral deste texto, “Poesia na Aula de Ciências?”, Física na Escola, v.3, n.1, Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, cita e comenta diferentes exemplos desses temas e de outros: Os astros; A matéria, A bomba atômica; Caos e fractais; Vida, pensamento e complexidade e Ciência em si.
fonte: http://pion.sbfisica.org.b

É uma bela inspiração para aulas e projetos interdisciplinares envolvendo física, matemática, literatura e história!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PROJETO TELA VERDE

O Projeto Tela Verde é uma ação do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, que tem como objetivo estimular a produção audiovisual independente sobre a temática ambiental.

São parte do Projeto Tela Verde ações como Mostra Nacional de Produções Audiovisuais Independentes com Temática Socioambiental - Circuito Tela Verde e o Edital de Curtas de Animação de um minuto - temática Mudanças Climáticas.

Circuito Tela Verde

O Circuito Tela Verde é uma Mostra de vídeos socioambientais que surgiu para atender à demanda por materiais audiovisuais para se trabalhar a Educação Ambiental.

O Circuito tem como objetivo promover a sensibilização e reflexão dos públicos sobre o meio em que vivem; levar filmes sobre a temática a setores excluídos dos circuitos dos festivais de vídeos ambientais, produções premiadas e/ou de reconhecida importância para conscientização socioambiental; e estimular a produção de materiais pelas próprias comunidades, sendo eles jovens, crianças e adultos, que conseguem olhar seu meio e traduzir, em processo educomunicativo, em linguagem de áudio e vídeo. Dessa forma, busca-se conscientizar as pessoas da importância de suas ações nos processos de gestão ambiental. A comunidade não só pode, como deve participar dos processos de gestão ambiental local.

Para 2010, o DEA trouxe uma novidade para o festival ao abrir à sociedade a oportunidade de ter seus vídeos veiculados na Mostra. Para isso, os interessados enviaram seus filmes e curtas até 30 de março. A idéia de abrir o festival para a participação da comunidade partiu do interesse do público da primeira edição em ter sua experiência compartilhada.

Escolas, redes de meio ambiente e educação ambiental, estruturas educadoras, sociedade civil organizada, comunidades e produtoras, podem encaminhar suas produções para o festival.

Estruturas educadoras como Salas Verdes, Pontos de Cultura, Coletivos Educadores, bem como redes como Rejuma, Com-Vidas, e escolas também podem participar orientando e encaminhando suas produções.

Para ampliar a participação social, são aceitos vídeos produzidos com os mais diversos equipamentos: filmadora, câmera de celular com boa resolução, câmera digital. A segunda edição da Mostra deverá acontecer na primeira semana de junho.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jornal Vida de Inseto



Vídeo-reportagem sobre a biodiversidade dos insetos produzido pelas estudantes, da 2a. série do ensino médio, Ana Carolina Silva, Ariany de Oliveira Flor, Fernanda Soares Lopes, Gabryela Marian, Jaqueline Soares Lopes, Maria Isabela Vieira Martins e Paola Costa Sagaz. Este trabalho, realizado na disciplina de biologia do Instituto Estadual de Educação, Florianópolis, SC, com orientação da professora Marinilde Tadeu Karat, surgiu a partir da mostra "Senhor inseto, muito prazer!" do SESC ciência em comemoração ao ano internacional da biodiversidade.

sábado, 15 de maio de 2010

A ciência por trás da arte e a arte de retratar a ciência

Há várias correspondências entre os pensamentos científico e artístico. Duas delas, em particular, são freqüentemente observadas nas artes plásticas: a incorporação de avanços da ciência e da tecnologia no conjunto de técnicas utilizadas pelo artista para compor a sua obra e a presença de temas científicos – como expressões do contexto histórico em que se insere cada criação – nas obras de arte em si.
Do primeiro caso, é exemplo o uso de sistemas de lentes e espelhos como auxiliares nos processos de composição pictórica por pintores do século XVII. Nessa época, a produção de pinturas com o auxílio desses recursos se constituía em uma novidade que possibilitava aos artistas entrarem no mundo novo dos fenômenos ópticos, explorando formas possíveis de registro de imagens em suas telas.
A câmara escura é um desses recursos. Predecessora da câmara fotográfica, ela é um instrumento composto de uma caixa com um pequeno orifício, pelo qual entram raios luminosos provenientes do exterior e que são projetados de forma invertida no lado oposto ao orifício. Assim falou sobre ela Constantijn Huygens, pai do célebre cientista Christiaan Huygens: “Toda a pintura é morta em comparação a essa, pois aqui é a própria vida, ou algo mais nobre, se a palavra para exprimi-la não faltasse. Figura, contorno e movimento encontram-se aí naturalmente, de um modo extremamente agradável”.
Não é de se estranhar, portanto, que pintores como o holandês Johannes Vermeer, compatriota e contemporâneo de Huygens, possam ter utilizado a câmara escura como instrumento auxiliar de representação da realidade.
A obra de Vermeer virou tema de filme – A Moça com Brinco de Pérola – e sua relação com a ciência é abordada em artigo escrito por M.C. Barbosa-Lima, G. Queiroz e R. Santiago, publicado na revista Física na Escola, v. 8, n. 2, 2007 – Ciência e Arte: Vermeer, Huygens e Leeuwenhoek.
Mais recentemente na História da Arte, a obra de Salvador Dali constitui um típico caso em que o autor bebe na fonte da Ciência para conseguir a inspiração de seus quadros.
Em várias das mais de 700 telas pintadas por Dali é clara a identificação de temas que tratam da ciência (física, matemática ou biologia). Esta constatação pode ser feita através da simples observação de alguns títulos de seus quadros com palavras que fazem referência direta à ciência, como atômico(a) nuclear, partículas, desmaterialização, desintegração, microfísica, mésons-pi, quartadimensão e raios cósmicos.
Em A Desmaterialização do Nariz de Nero (veja figura acima), por exemplo, a imagem de uma grande romã é mostrada na parte central. A romã encontra-se dividida ao meio e suas sementes aparecem flutuando no ar entre as duas metades. Na visão de Dalí, a romã representa o universo atômico, ou seja, o próprio átomo. As sementes são vistas nessa representação como elétrons em constante movimento dentro do átomo.
Para conhecer melhor essa e outras relações entre a pintura de Dalí e o universo científico, leia o artigo Salvador Dali e a mecânica quântica, de Rodrigo Ronelli D. da Costa, Robson S. dos Nascimento e Marcelo Gomes Germano. O texto completo foi publicado na edição número 2 do volume 8 da revista Física na Escola.
A Desmaterialização do Nariz de Nero. Salvador Dalí, 1947. Óleo sobre tela, 76,4 × 46 cm. Fundação Gala-Salvador Dalí, Figueras.
Fonte:  www.pion.org.br
O portal de física criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) com apoio da CNPq é uma ótima ferramenta de apoio aos professores de física do ensino médio e  aos professores de ciências. O nome do portal homenageia o físico brasileiro Cesar Lattes, co-descobridor da partícula elementar conhecida por Méson pi ou Pion.





terça-feira, 2 de março de 2010

Insetos em exposição



Vídeo sobre a exposição Insetos na cultura brasileira, organizada por um pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz no Museu da República, no Rio de Janeiro. A exposição traz espécies vivas, vídeos e esculturas de insetos com o objetivo de mudar a relação dos brasileiros com esses animais. O evento combina arte, ciência e cultura popular para atrair a atenção da população.
http://cienciahoje.uol.com....

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Microbiologia com Arte



Microbiologia. UFMG 2007/01.

Lixo: Você se da ao luxo de produzir?



Vencedor de vídeo da 4ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz
Categoria: Ensino Fundamental
Título: Lixo - você se dá ao luxo de produzir?
Escola: Colégio Galois
Local: Brasília (DF)
Professor: Fernando Henrique de Assis Santana
Aluna: Cristiana Vieira de Souza e Silva

Toda a questão gira em torno da forma com que valorizamos os bens materiais e consumimos os recursos gerando um grande excedente de resíduos que ainda podem ser utilizados quando lembramos da reciclagem, além de demonstrar a subvalorização de um trabalho importantíssimo que deveria ser encargo da população, mas que é feito por uma gama desfavorecida do contingente humano quase como que por falta, sem menores condições de sanidade de trabalho. O vídeo aborda ainda formas sustentáveis de se trabalhar com esses resíduos.

Homem Pigmento Floresta



Vencedor de vídeo na 4a. Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz
Categoria: Ensino Médio
Título: Homem Pigmento Floresta
Escola: Instituto de Educação do Amazonas
Local: Manaus (AM)
Professor: Odacy de Oliveira Souza
Aluno: Jofre Maia Pereira
A produção "Homem Pigmento Floresta" é uma homenagem a Frans Krajcberg artista naturalizado brasileiro brasileiro conhecido internacionalmente pela temática ambiental abordada em todas suas obras. A concepção do trabalho partiu do estudo das obras do artista homanageado e do estudo da Arte Contemporânea e suas diversas possibilidades.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Depois daquela viagem


Valéria Polizzi é a jovem autora do grande sucesso editorial Depois daquela viagem. Sua coragem e sua luta acabaram por torná-la um símbolo de sobrevivência para os portadores do temido vírus HIV.

Escrito em um tom absolutamente despojado, próprio daqueles que estão procurando entender e se posicionar da melhor maneira possível no mundo frenético em que vivemos, o livro é o testemunho vivaz de uma adolescente com sólida formação educacional e familiar que, aos 16 anos, por um desses descuidos cuja razão jamais se alcançará completamente, mantém uma relação sexual sem a utilização do preservativo.

Como numa conversa entre amigos, o leitor tem a oportunidade de partilhar com Valéria a angústia de compreender que ela está com AIDS, um dos males mais comentados a partir da década passada. Ao mesmo tempo, Depois daquela viagem propicia uma verdadeira imersão cultural no cotidiano e na alma dos jovens de sua época.

"Pensar e escrever o livro foi um processo de três anos, no qual cresci muito. Em primeiro lugar, tive de trabalhar muitas questões dentro de mim, para depois colocá-las no papel. O intuito era mostrar que as pessoas podem viver com o HIV, para ajudar outros soropositivos como eu. E também mostrar que a AIDS pode acontecer com qualquer um", declara a autora.

Valéria Polizzi conseguiu seu intento. Seu relato já ganhou 19 edições, mais de duzentos mil exemplares vendidos, e já teve sua obra conhecida em países como Alemanha, Portugal, Itália, Espanha, Chile e Argentina. Sua mensagem e seu alerta, assim, tornaram-se internacionais.

"A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por se perder, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não conseguimos entendê-la direito", reflete Valéria.


Depois daquela viagem

Valéria Polizzi
238 páginas

Veja mais no site: http://www.atica.com.br/resenhas/?r=304

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Foto de antera de planta ganha concurso de microfotos da Nikon

Uma fotografia de uma antera --ponta do órgão sexual masculino-- da planta Arabidopsis thaliana, parente florida da mostarda, ganhou o concurso Microfotografia do Pequeno Mundo 2009, realizado pela Nikon.

Considerada pelo concurso um "retrato da essência da vida floral", a foto, ampliada 20 vezes, foi feita por Heiti Paves, pesquisador da Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estônia. A planta é importante para estudos de genética, e foi a primeira com genoma sequenciado.


Fotografia de uma antera da planta Arabidopsis thaliana, ganhadora do concurso de microfotografia

O segundo lugar ficou com uma foto de haste da flor de Sonchus asper, planta de folhas espinhudas e folhas amarelas semelhante ao dente-de-leão, ampliada 150 vezes e produzida por Gerd A. Guenther, de Düsseldorf, Alemanha.

Foto que ganhou o 2º lugar no concurso, de haste da flor de Sonchus asper, planta semelhante ao dente-de-leão

O terceiro lugar foi para uma imagem de uma emulsão fotolitográfica utilizada na fabricação de semicondutores, ampliada 200 vezes. Foi feita por Pedro Barrios-Perez, do Instituto de Ciências Microestruturais, de Ottawa, Ontário, Canadá.
Imagem que ganhou o 3º lugar, de emulsão utilizada na fabricação de semicondutores ampliada 200 vezes

Veja no site da Nikon todas as fotos ganhadoras.

UOL

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Walmor Correa exibe Gabinete de Curiosidades













Instalação Memento Mori, uma referência aos gabinetes de curiosidades do século 16 ao 18. Foto: Divulgação.
A obra de Walmor Corrêa já chegou aos Estados Unidos, a Europa, a África e a países latinoamericanos. Já esteve na Bienal de Arte de São Paulo, mas é inédita em Florianópolis, cidade onde o artista nasceu. Radicado em Porto Alegre, ele vai quebrar o ineditismo na terra natal na quarta-feira, dia 5, quando abre a exposição Teleplastia, na Fundação Cultural Badesc.
Walmor oganizou uma individual que faz uma retrospectiva dos últimos 10 anos de sua carreira, mas produziu obras inéditas especialmente para a mostra em Florianópolis. A cidade tem uma referência fundamental na sua criação artística. Walmor estudou no Colégio Catarinense e a descoberta da arte ocorreu nas aulas de ciências e biologia, em que ele acompanhava, atento, o processo de dissecação de animais e depois desenhava a anatomia interna dos bichos.
Na exposição Teleplastia vai ser possível observar como o ambiente científico do colégio alinhavou o seu futuro artístico. Na mostra, que o artista começa a montar no final de semana, os visitantes terão um espaço semelhante ao de um museu de história natural.
Uma das salas será ambientada com a instalação Memento Mori, uma espécie de gabinete de curiosidades, antecessor direto dos museus. Nos gabinetes de curiosidades, os intelectuais do século 16 a 18 se reuniam para conversar sobre achados culturais e científicos. Memento Mori é ilustrado com Atlas de Ciência, em que o artista apresenta a anatomia de seres da mitologia folclórica brasileira.
Na versão de Walmor, a Ondina (sereia), o Ipupiara e o Curupira tem vida natural, e estão catalogados nos atlas em exposição. Ele realizou uma dissecação imaginária dos personagens, com indicação da possibilidade destes seres existirem e desenhou como os órgãos internos funcionariam. Para balizar a criação de suas figuras, o artista fez pesquisas e entrevistas com médicos. Os desenhos são originais e fazem parte da coleção Unheimlich, termo freudiano que designa o que é estranhamente familiar.
Há ainda na sala Memento Mori, que significa "lembra-te que vais morrer", as caixinhas de música. Ao invés de bailarinas, há esqueletos naturais de pássaros, alterados pelo artista, que ocupam o pequeno palco. São figuras frágeis em compasso de dança e embaladas pela música. Na parede há um relógio cuco, que marca as horas em ritmo acelerado. Uma hora equivale a 30 minutos e, a cada badalada, o que surge é um esqueleto de um pássaro criado por Walmor.
Na seção Metamorfoses e Heterogonias, com desenhos sobre gravuras naturalistas, o artista exibe pássaros estranhíssimos. A motivação para criação destas figuras vem dos relatos de jesuítas, em Itaparica, na Bahia. Nos primeiros séculos do descobrimento acreditava-se que algum pássaros era mutantes. No mesmo espaço, haverá uma mesa entomológica, com insetos desenhados sobre a superfície e inspirados na natureza amazônica.
Noutro ambiente, denominado Natureza Perversa, o artista exibe híbridos de mamíferos e insetos, pássaros e peixes, mamíferos e aves, formando uma fauna extraordinária. Sobre sua obra, Walmor Corrêa conversa com o público na quinta-feira, dia 6 de agosto, a partir das 18h30 na Fundação Cutural Badesc. Mais informações podem ser obtidas em www.walmorcorrea.com.
O QUÊ: Abertura da exposição Teleplastia, de Walmor Corrêa. QUANDO: Dia 5 de agosto, quarta-feira, 19 horas. Visitação de 6 de agosto a 30 de setembro, de segunda a sexta, das 8 às 18 horas. ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, tel.: (48) 3224-8846. QUANTO: Entrada franca. (publicado no blog da Fundação BADESC)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Bichos da Floresta

Trabalho das alunas: Kamila, Morgana, Ana, Mariah, Aretha e Liandra da turma 612 da profa. Marinilde.
A história em quadrinhos "Bichos da Floresta" foi produzida baseada no texto "A Fábula dos Parentes"

BICHOS DA FLORESTA

Capa (clique para ampliar)



Parte 1 (clique para ampliar)



Parte 2 (clique para ampliar)


Parte 3 (clique para ampliar)

A Fábula dos Parentes


Enfim chegou o grande dia do baile da mata. Condição para entrar: estar acompanhado de um parente próximo.
Fácil - pensou o tamanduá - vou com o sapo, pois temos língua comprida.
A mosca decidiu ir com o beija-flor, pois ambos tinham asas. Pulga com canguru, pois pulavam.
Quando as portas se abriram, aquela confusão. O porteiro berrava: "Ninguém está com seu parente próximo. "O que fazer? Bem, a cobra que veio com a lombriga, juntou-se com a minhoca. A pulga trocou seu par pelo morcego hematófago, já que os dois gostavam de suco de sangue. Novamente, barrados no baile.
Foi só aí que o bicho-preguiça, que entendia um pouco de zoologia, conseguiu falar. Calma- dizia - vamos separar quem tem osso, os vertebrados, de que não tem, os invertebrados. E assim começou a classificação dos parentescos.
Agora - prosseguiu - vamos dividir os vertebrados em cinco classes: mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Mamíferos do lado de cá. A baleia nada e achava que era peixe. O morcego voa e pensava que era pássaro. Só se convenceram que são mamíferos com a paciente explicação: para ser desta classe, basta mamar ao nascer, ter temperatura constante e em geral, orelhas e corpo revestidos de pelos.
Mas a divisão por parentescos não estava concluída. O preguiça começou a classificar os mamíferos em ordens, mostrando que quem tem tromba (como o elefante) é da ordemProboscidea. Mamífero com dois dentes incisivos em cima e dois embaixo, que servem para roer (ratos, pacas, capivaras, etc), são da ordem Rodentia e assim por diante.
Todos já queriam entrar mas faltava mais. Calmamente a preguiça foi separando as ordens em famílias, começando pela ordem dos carnívoros: "Para cá os da família Mustelidae que são os mamíferos comedores de peixes, carne, têm hábitos aquáticos, pés e cauda para nadar". Vieram as ariranhas, os furões, as lontras e as iraras. Foi indo até chegar à família Felidae, onde entraram os gatos, onças, tigres, leões e leopardos: todos comem só carne, tem cauda comprida, são ágeis, geralmente sobem em árvores e enxergam colorido.
Os apressados que esperassem, pois ainda havia mais, Famílias dividem-se em gêneros. Por exemplo, entre felidae, há o gênero Panthera, onde se enquadram felídeos grandes, como onças, leopardos e tigres.
Gêneros, por sua vez, sub-dividem-se em espécies. Agora sim, os bichos se agruparam com parentes mais próximos ou seja, onça fica com onça na espécie Panthera onca. E assim por diante. O preguiça explicou que sempre que determinamos a espécie, devemos usar a palavra precedida do gênero. Exemplo: Panthera (gênero) leo (espécie), é o leão.
Assim, todos animais foram separados: aves, répteis, anfíbios e peixes ficaram sabendo quem era o parente mais próximo, seguindo a chave da classificação: Classe, Ordem, Gênero e Espécie.
E não é preciso dizer: o baile foi ótimo!

Maria Cornélia Mergulhão - Curso de Introdução à Ecologia para Crianças - Zoológico de Sorocaba - SP

MERGULHÃO, Maria Cornélia; VASAKI, Beatriz Nascimento Gomes. Educando para a conservação da natureza: sugestões de atividades em educação ambiental. São Paulo, Editora EDUC, 1998.

domingo, 21 de junho de 2009

Margaret Mee



Margaret Ursula Mee (Chesham, 1909 — Inglaterra, 1988) foi uma artista botânica inglesa que se especializou em plantas da Amazônia brasileira .

Ela estudou arte na "St. Martin's School of Art", no "Centre School of Art" e na "Camberwell School of Art" em Londres, recebendo o diploma de pintura e design em 1950.

Mudou-se para o Brasil com Greville, seu segundo marido, em 1952 para ensinar arte na Escola Britânica de São Paulo, tornando-se uma artista de botânica pelo Instituto de Botânica de São Paulo em 1958, explorando a floresta tropical e mais especificamente o estado do Amazonas, a partir de 1964, pintando as plantas que viu e colecionando algumas para posterior ilustração. Criou quatrocentas pranchas de ilustrações em guache, quarenta sketchbooks e quinze diários.

Mee morreu na Inglaterra em 1988 em um acidente de automóvel. Em sua honra foi fundada a "Margaret Mee Amazon Trust", organização para educação e para a pesquisa e conservação da flora amazonenses, promovendo intercâmbio para estudantes de botânica e ilustradores de plantas brasileiros que desejam estudar no Reino Unido ou conduzir pesquisa de campo no Brasil.


Obras

  • Bromélia de Santo Jesus
  • Bromélias brasileiras
  • The Flowering Amazon: Margaret Mee Paintings from the Royal Botanic Gardens, Kew
  • Flowers of the Amazon
  • Flowers of the Brazilian Forests
  • Margaret Mee's Amazon: Diaries of an Artist Explorer
  • Margaret Mee In Search of Flowers of the Amazon Forests: Diaries of an English Artist Reveal the Beauty of the Vanishing Rainforest
  • Margaret Mee: Return to the Amazon
  • Margaret Mee's Amazon: Paintings of Plants from Brazilian Amazonia
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