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quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Poesia na Aula de Ciências

Existem relações profundas entre Ciência, Cultura e Arte. No entanto, a discussão integrada dessas dimensões raramente se realiza nas salas de aula. Numa tentativa de motivar esse diálogo, propomos a exploração, em sala, de poemas referentes à Ciência, de forma interligada e em interação com outras disciplinas.
Como um primeiro exemplo de tópico a ser trabalhado, podemos citar a ‘Máquina do Mundo’. Muitos temas relacionados à Astronomia e à visão geocêntrica do século XVI são encontrados na poesia de Camões. Outros poetas da língua portuguesa, como Carlos Drummond de Andrade e Haroldo de Campos, também abordaram esses temas. Reproduzimos abaixo um texto de Rómulo de Carvalho, físico, poeta e divulgador da Ciência que escrevia sob o pseudônimo de Antonio Gedeão.
A Máquina do Mundo
Antonio Gedeão
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
A evolução no tempo também permeia o pensamento de artistas e cientistas. Em quase todos os ramos da Ciência, esse conceito é fundamental no entendimento de fenômenos naturais. E na literatura poética universal, o tempo é um dos temas mais recorrentes, pela vinculação óbvia com a vida e a morte. Aqui, um exemplo tirado da obra de Murilo Mendes.
Estudo para um Caos
Murilo Mendes
O último anjo derramou seu cálice no ar.
Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento,
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do céu em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro ao abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
Alguns temas presentes nas obras de escritores contemporâneos são inspirados na Física Moderna. As idéias surgidas no início do Século XX, como as da Física Quântica, levaram a uma profunda revolução na Física. A letra de Gilberto Gil reproduzida abaixo é um exemplo do reflexo dessa revolução na cultura popular.
Quanta
Gilberto Gil
Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal.
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmão da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo momento desfaz.
Na versão integral deste texto, “Poesia na Aula de Ciências?”, Física na Escola, v.3, n.1, Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, cita e comenta diferentes exemplos desses temas e de outros: Os astros; A matéria, A bomba atômica; Caos e fractais; Vida, pensamento e complexidade e Ciência em si.
fonte: http://pion.sbfisica.org.b

É uma bela inspiração para aulas e projetos interdisciplinares envolvendo física, matemática, literatura e história!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Como seria o Seu Mundo Sustentável?


Durante a Semana do Meio Ambiente, o Meu Mundo Sustentável está divulgando um Concurso que vai premiar Sacolas Retornáveis 100% PET personalizadas! Os ganhadores decidem o que querem estampar na sacola! Para participar é só responder: "Como seria o Seu Mundo Sustentável?" no formulário: http://meumundosustentavel.com/concurso.

Visite o site! >>> http://meumundosustentavel.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

Recicle suas idéias


Nós do LabBio Escola já estamos participando!

O selo de votação está na barra lateral.

Agradecemos o seu voto! ;D

domingo, 2 de maio de 2010

Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz


Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentará em breve documento propondo reduzir a proteção de nossas florestas. Mande um e-mail para dizer a ele para deixar as árvores em paz.

Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado. Assine a petição para não permitir que a bancada da motosserra desfigure nosso Código Florestal.

Ajude a impedir que as nossas florestas continuem a ser devastadas.

Site do Greenpeace:

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Aldo-Rebelo-deixe-as-florestas-em-paz/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Prêmio Top Blog 2010

Conheça vários blogs sobre sustentabilidade, saúde e outros no site do Top Blog!

O LabBio Escola está concorrendo! ;D

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mostra do SESC no Instituto Estadual de Educação

A comunidade do Instituto Estadual de Educação de Florianópolis receberá, no período de 13 a 19 de abril de 2010, a Mostra "Senhor Inseto, Muito Prazer", promovida pelo SESC Florianópolis.
"Sr inseto, muito prazer" é uma mostra de ciências, tendo como principal acervo as fotografias ampliadas de insetos. São apresentados de maneira lúdica e divertida, além de máquinas para a projeção mecânica de imagens. A biologia será a principal ciência, no entanto, a área da física pode ser explorada, através da transformação de energias, uma vez em que há geradores mecânicos que, através do movimento do braço dos visitantes, realiza a transferência de energia. E, a própria essência da fotografia, que poderá ser explorada através de oficinas de fotografias.
Os alunos do IEE também poderão participar de oficinas, realizadas no Laboratórios do IEE.

sexta-feira, 26 de março de 2010

QUIZ da Dengue !!

Que tal testar seus conhecimentos sobre a dengue? Ver o que você sabe ou o quê ainda não descobriu. Aventure-se, entre no Quiz! Se tiver alguma dificuldade, basta ir a nossa Exposição Dengue, algumas respostas podem estar lá . Para executar o Quiz você necessita instalar o Shockwave.
Veja o Quiz de Dengue.

http://www.invivo.fiocruz.br/quiz.html


Mantenha sua cidade livre da dengue com o orkut

Todos os anos nós brasileiros lutamos contra a dengue, mas infelizmente muitos ainda são contaminados por essa doença. Nos últimos anos temos visto várias ações que mostram como é fácil aprender a combater a dengue. A iniciativa mais recente foi criada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, que lançou um aplicativo no orkut chamado Dengue Ville, onde você aprende a combater a dengue enquanto se diverte no orkut.

Qualquer usuário do orkut pode jogar, e o objetivo é combater focos da doença em uma cidade virtual. O jogador começa com tarefas simples, como evitar o acúmulo de água parada em pneus e garrafas, e outras tarefas mais difíceis surgem à medida em que o jogador avança de nível.





Depois de se divertir no Dengue Ville, use em casa e no seu bairro os conhecimentos aprendidos neste aplicativo. A dengue é um assunto sério, mas o governo de Minas Gerais nos mostrou que podemos nos divertir enquanto aprendemos a combater essa doença.

Postado por Frederico Quintão, engenheiro de software



Em: http://blog.orkut.com/2010/03/mantenha-sua-cidade-livre-da-dengue-com.html

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Novidades no Labbio Escola!


Olá!
A Equipe do LabBio Escola traz novidades pra você!

Nós agora temos uma comunidade no Orkut e também, um e-mail!


Pensando novas possibilidades de interação com você, nosso leitor, criamos a comunidade LabBio - IEE no Orkut, mais o e-mail labbioiee@gmail.com. Você poderá criar tópicos na nossa comunidade para conversar, com outros leitores, sobre os diversos assuntos do blog; ou, enviar para o nosso e-mail suas críticas, sugestões ou, ainda, dúvidas sobre o conteúdo postado. Algum dos nossos professores-colaboradores (veja a lista no canto inferior-direito da página) responderá seus questionamentos o mais rápido que puder. Portanto mexa-se e aproveite a oportunidade para nos enviar seus vídeos, poemas, artigos, imagens, música e outros, pois a sua produção, sobre ciências e biologia, agora terá a chance de pular da gaveta do seu quarto direto para o espaço do LabBio Escola e, finalmente sair do anonimato!

Ah, caso seja aluno do Instituto Estadual de Educação, ou de outra escola, lembre-se de identificar-se, no corpo da mensagem, com nome completo, série, turma, escola e professor(a) de ciências ou biologia para podermos dar os créditos da sua produção corretamente.

IMPORTANTE:
- Lembre-se de preencher o campo assunto do e-mail.
- Não abriremos e-mail, com arquivo em anexo, sem identificação (insira no campo assunto o seu nome completo, série e turma).

Observação: Dúvidas sobre sexualidade e gênero podem ser enviadas para o nosso e-mail sem a necessidade de identificação desde que não acompanhem um arquivo em anexo.

Participe!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A loucura da rosa


Conheça uma flor que muda de cor durante o dia
Por: Marcella Huche, Ciência Hoje das Crianças
Publicado em 09/11/2009
Atualizado em 09/11/2009
A rosa-louca amanhece branca e, à noite, está rosa (fotos: Kaiyan Wong).

Há flores vermelhas, amarelas, brancas... Mas já imaginou uma que muda de cor? Pois a rosa-louca amanhece branca e, à noite, está rosa! Nessa mudança, porém, não há loucura nenhuma, ao contrário do que sugere o nome da flor!
Da China para jardins de todo o mundo


A rosa-louca nasce em um arbusto, típico da China, chamado de Hibiscus mutabilis. Capaz de atingir até quatro metros de altura, ele faz sucesso em jardins mundo afora por conta da flor que muda de cor. Mas não é para atrair os nossos olhares que a rosa-louca troca a coloração de suas pétalas.
“Quando a rosa-louca muda de cor, ela apenas sinaliza que tem néctar a oferecer”, explica a bióloga Marinês Eiterer. O néctar é um líquido, que se acumula na flor e contém, entre outros elementos, açúcar. Ele serve de alimento para bichos como abelhas, borboletas e beija-flores, que visitam as flores à sua procura e acabam ajudando as plantas a se reproduzirem. É o que ocorre com a rosa-louca também.
Quando tem néctar a oferecer, a rosa-louca muda de cor. Carona para o pólen

Para que sementes e frutos nasçam – originando uma nova planta – é preciso que os grãos de pólen – células de reprodução das plantas – sejam transferidos do órgão masculino de uma flor para o órgão feminino de outra. Pois bem! Os visitantes que chegam à rosa-louca atrás de néctar saem dali com pólen grudado em seus corpos. Ao entrar em outra rosa-louca, podem deixá-lo ali, facilitando a reprodução da espécie.
Por isso, quando tem néctar a oferecer, a rosa-louca muda de cor, indicando que está pronta a receber visitas. Mas como ela consegue fazer isso? A flor passa a produzir uma substância chamada antocianina, que a faz ficar rosa. Essa é uma cor que os bichos que a visitam conseguem enxergar, já que têm uma visão diferente da humana.
“A antocianina é o principal pigmento responsável pela cor das flores, mas também está presente em frutos como o morango, a jabuticaba e o repolho roxo”, conta Marinês Eiterer. Para você ver que, na hora de conseguir se reproduzir, vale tudo para a rosa-louca: até mudar de cor!
Plantas Flores Botânica

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Walmor Correa exibe Gabinete de Curiosidades













Instalação Memento Mori, uma referência aos gabinetes de curiosidades do século 16 ao 18. Foto: Divulgação.
A obra de Walmor Corrêa já chegou aos Estados Unidos, a Europa, a África e a países latinoamericanos. Já esteve na Bienal de Arte de São Paulo, mas é inédita em Florianópolis, cidade onde o artista nasceu. Radicado em Porto Alegre, ele vai quebrar o ineditismo na terra natal na quarta-feira, dia 5, quando abre a exposição Teleplastia, na Fundação Cultural Badesc.
Walmor oganizou uma individual que faz uma retrospectiva dos últimos 10 anos de sua carreira, mas produziu obras inéditas especialmente para a mostra em Florianópolis. A cidade tem uma referência fundamental na sua criação artística. Walmor estudou no Colégio Catarinense e a descoberta da arte ocorreu nas aulas de ciências e biologia, em que ele acompanhava, atento, o processo de dissecação de animais e depois desenhava a anatomia interna dos bichos.
Na exposição Teleplastia vai ser possível observar como o ambiente científico do colégio alinhavou o seu futuro artístico. Na mostra, que o artista começa a montar no final de semana, os visitantes terão um espaço semelhante ao de um museu de história natural.
Uma das salas será ambientada com a instalação Memento Mori, uma espécie de gabinete de curiosidades, antecessor direto dos museus. Nos gabinetes de curiosidades, os intelectuais do século 16 a 18 se reuniam para conversar sobre achados culturais e científicos. Memento Mori é ilustrado com Atlas de Ciência, em que o artista apresenta a anatomia de seres da mitologia folclórica brasileira.
Na versão de Walmor, a Ondina (sereia), o Ipupiara e o Curupira tem vida natural, e estão catalogados nos atlas em exposição. Ele realizou uma dissecação imaginária dos personagens, com indicação da possibilidade destes seres existirem e desenhou como os órgãos internos funcionariam. Para balizar a criação de suas figuras, o artista fez pesquisas e entrevistas com médicos. Os desenhos são originais e fazem parte da coleção Unheimlich, termo freudiano que designa o que é estranhamente familiar.
Há ainda na sala Memento Mori, que significa "lembra-te que vais morrer", as caixinhas de música. Ao invés de bailarinas, há esqueletos naturais de pássaros, alterados pelo artista, que ocupam o pequeno palco. São figuras frágeis em compasso de dança e embaladas pela música. Na parede há um relógio cuco, que marca as horas em ritmo acelerado. Uma hora equivale a 30 minutos e, a cada badalada, o que surge é um esqueleto de um pássaro criado por Walmor.
Na seção Metamorfoses e Heterogonias, com desenhos sobre gravuras naturalistas, o artista exibe pássaros estranhíssimos. A motivação para criação destas figuras vem dos relatos de jesuítas, em Itaparica, na Bahia. Nos primeiros séculos do descobrimento acreditava-se que algum pássaros era mutantes. No mesmo espaço, haverá uma mesa entomológica, com insetos desenhados sobre a superfície e inspirados na natureza amazônica.
Noutro ambiente, denominado Natureza Perversa, o artista exibe híbridos de mamíferos e insetos, pássaros e peixes, mamíferos e aves, formando uma fauna extraordinária. Sobre sua obra, Walmor Corrêa conversa com o público na quinta-feira, dia 6 de agosto, a partir das 18h30 na Fundação Cutural Badesc. Mais informações podem ser obtidas em www.walmorcorrea.com.
O QUÊ: Abertura da exposição Teleplastia, de Walmor Corrêa. QUANDO: Dia 5 de agosto, quarta-feira, 19 horas. Visitação de 6 de agosto a 30 de setembro, de segunda a sexta, das 8 às 18 horas. ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, tel.: (48) 3224-8846. QUANTO: Entrada franca. (publicado no blog da Fundação BADESC)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Velha a Fiar



Ilustração da velha canção popular do interior do Brasil, utilizando tipos e costumes das velhas fazendas em decadência.

Concurso de Redação Curta Na Escola



A partir de agora, também os alunos podem participar do site enviando redações sobre qualquer filme do acervo. E ainda irão concorrer a prêmios!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papel de caca de elefante

Olha só que legal essa matéria! Encontrei no site Embalagem Sustentável! Muito bom! =D


Esse papel, feito com as fezes de de elefante tem como objetivo aproveitar uma matéria prima pouco utilizada, criando um produto sustentável e criativo para um uso útil e funcional. Simultaneamente cria oportunidades de trabalho. Parte do lucro vai para o bem estar e conservação dos elefantes.
O cocô do elefante, por ser vegetariano, está cheiro de material fibroso e celulose que produz o papel. Esse extrume é processado em folhas de papel de onde eles produzem brindes e outros materiais.
Uma forma criativa de aproveitamento de material em uma região com tantas necessidades da Asia.



http://www.poopoopaper.com/
Dica da minha amiga Camila Christini Tomas

Março 20, 2009 por embalagemsustentavel

Retirado do site: Embalagem Sustentável( http://embalagemsustentavel.wordpress.com/page/5/ )

sábado, 13 de junho de 2009

Seres Abissais



Zona abissal, (ou planície abissal), é o termo de biologia marinha que se refere à região mais profunda dos oceanos, para além do talude continental, onde o leito oceânico situa-se a uma profundidade entre 4.000 e 6.000 metros, onde a luz do sol jamais incide, e a pressão chega a atingir 11000 psi.

Estas regiões representam apenas 3% dos oceanos, habitat onde vivem pouquíssimos seres vivos, em razão da pobreza de nutrientes e baixa temperatura. Nessas regiões é que se situam as fossas abissais que são regiões mais profundas ainda.

Os seres vivos que habitam este ecossistema chamam-se seres abissais e são dotados de adaptações especiais àquele ambiente. A ordem de peixes Lophiiformes é um exemplo de organismos abissais.


Polvo-dumbo: As estruturas semelhantes a orelhas teriam sido, no passado, tentáculos, modificados pela evolução da espécie. Elas auxiliam o polvo a nadar para cima e para baixo. Ele por ter até 1,5 metro de comprimento. habita regiões entre 300 a 5 000 metros de profundidade



WIKIPÉDIA e PLANETA SUSTENTÁVEL

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Como funciona a bioluminescência

Os animais que usam a visão para se locomover geralmente têm dificuldade em fazê-lo sem luz. Alguns, como as corujas, possuem olhos bem grandes, que utilizam para buscar a luz. Elas também usam seus outros sentidos para obter informações sobre seu ambiente. Os seres humanos, por outro lado, têm se esforçado para criar fontes de luz portáteis, geralmente artificiais, de maçaricos a lâmpadas e LEDs. Algumas formas de vida bioluminescentes possuem uma abordagem totalmente diferente - elas produzem sua própria luz e carregam-na ao redor de seus corpos.
Muitos animais usam a luz que produzem da mesma forma que as pessoas utilizam lanternas ou holofotes. Mas os animais produzem luz de uma maneira bem diferente das lâmpadas. As lâmpadas tradicionais criam a luz através da incandescência. Um filamento dentro da lâmpada esquenta e emite a luz. Esse processo particularmente não é eficiente, uma vez que gera calor suficiente para fazer a luz desperdiçar uma grande quantidade de energia.





Imagens como essa geralmente são usadas para ilustrar a bioluminescência, mas, às vezes, elas não exibem a luminescência.
Essa é uma imagem surpreendente, resultado do flash da câmera que ricocheteou de uma medusa-de-lua.

Os animais brilhantes, por outro lado, normalmente criam a luz através da luminescência. Em animais luminescentes, os compostos químicos se misturam para produzir o brilho. É semelhante à forma como as substâncias de um bastão luminoso combinam-se para produzir a luz. A luminescência é bem mais eficiente do que a incandescência. Não exige nem gera muito calor, então, às vezes, é conhecida como luz fria.


Uma planta de fumo usada pelos pesquisadores para estudar a forma como os genes relacionam-se com a luz fria foi alterada geneticamente usando os genes do vaga-lume

Os cientistas tiveram uma idéia básica da diferença entre incandescência e luminescência há 2.500 anos. Em 1600, pesquisadores começaram a descobrir exatamente como os animais produzem sua própria luz. Mas como animais diferentes usam substâncias diferentes, os cientistas ainda não sabem com exatidão como cada espécie bioluminescente produz luz. Em alguns casos, os pesquisadores não sabiam por que um animal produzia uma luz, nem como ele tinha controle para acender e apagar sua própria luz. Também pode ser bastante difícil estudar a bioluminescência, pois muitos animais, quando capturados, gastam todas as suas habilidades luminescentes. Em outros casos, o processo de captura destrói os órgãos que poduzem luz.

Princípios básicos da luz
Quente ou fria, a luz geralmente vem de uma fonte - um elétron excitado. Basicamente, a energia faz o elétron subir um nível na sua órbita atômica. Quando o elétron se fixa, ele libera um fóton, ou um pacote minúsculo de luz. Saiba mais sobre o processo em Como funciona a luz.

Você pode encontrar formas de vida bioluminescentes em todo o planeta Terra. Na terra, as espécies brilhantes de fungos alimentam-se de madeira podre, criando o misterioso fenômeno noturno conhecido como fosforescência. Em alguns tipos de fungos, toda a estrutura brilha. Em outros, como o Omphalotus olearius, somente parte do fungo - nesse caso, as lamelas - emitem luz.

Existem outros animais terrestres bioluminescentes, incluindo insetos, centopéias, diplópodes e minhocas. Um dos insetos luminescentes mais conhecidos é o vaga-lume (em inglês). As pessoas geralmente imaginam os vaga-lumes como insetos adultos brilhantes, mas a larva do vaga-lume também pisca. As minhocas luminosas também são insetos - são as larvas de várias espécies de moscas e besouros. Algumas pessoas referem-se aos vaga-lumes como minhocas brilhantes, pois algumas fêmeas não possuem asas e assemelham-se mais a minhocas do que a insetos.




Os animais bioluminescentes vivem principalmente em regiões do oceano que não recebem muita luz do sol

A maior parte dos animais bioluminescentes do mundo existe no oceano, não na terra. As formas de vida bioluminescentes vivem nas profundezas do oceano, mas a maioria existe em uma zona particular - a zona crepuscular. Essa zona também é conhecida como a zona disfótica, ou a zona mal iluminada. É a zona mais profunda do que a iluminada pelo sol, ou a zona eufótica, mas mais rasa do que a zona da escuridão, ou a zona afótica. Sua profundidade exata depende de uma série de fatores, incluindo a composição da água e as características do fundo do mar. Mas, geralmente, a zona crepuscular estende-se de 201 metros a cerca de 1006 metros de profundidade.

Apenas uma quantidade pequena de luz do sol chega a essa profundidade do oceano. A água do mar absorve a luz do sol amarela, laranja e vermelha e dispersa uma luz violeta, para que a luz que chega à zona crepuscular seja verde-azulada. Isso até certo ponto, pois a luz verde-azulada possui um comprimento de onda pequeno; assim, tem mais força para penetrar na água. Veja Como funciona a luz para saber mais sobre o comportamento de diferentes comprimentos da onda da luz.

Muitos animais bioluminescentes vivem nessa profundidade, incluindo águas-vivas, lulas, camarões, krills (pequenos crustáceos semelhantes ao camarão), minhocas marinhas e peixes. A maioria produz uma luz com comprimento de onda de aproximadamente 440 a 479 nanômetros. Ela corresponde à luz do sol verde-azulada que existe nessa parte do oceano. O brilho dos animais pode percorrer uma longa distância, além de misturar-se à luz que vem da superfície. Em algumas partes do oceano, esses animais são as principais fontes de luz.

Os animais utilizam a bioluminescência para uma série de finalidades. A seguir, veremos como a capacidade de criar luz ajuda-os a sobreviver.

Luz vermelha oceânica

Uma espécie do Malacosteus niger, que vive no fundo do mar, pode produzir luz vermelha. Essa luz não consegue ir muito longe nas partes mais escuras do oceano. Além disso, muitas espécies de águas profundas não conseguem enxergar a cor vermelha, então, a luz vermelha do Malacosteus niger pode permitir que ele fique manchado e se aproxime sorrateiramente da presa.

comotudofunciona



quarta-feira, 27 de maio de 2009

ExpOnline - Exposição Dengue




A exposição traz informações sobre o ciclo de vida do mosquito, o vírus, a transmissão e as formas de controle da doença. Ela traça ainda um histórico da dengue desde as primeiras referências feitas à moléstia por David Bylon, em 1779, até os dias atuais. Após a visita você pode brincar um pouco e testar o que aprendeu no Quiz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pegada Ecológica? O que é isso?



Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!
Faça o teste no site da WWF e descubra o impacto do seu estilo de vida sobre o planeta.