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domingo, 19 de setembro de 2010

Mostra Regional de Ciências e Tecnologia no Instituto Estadual de Educação

Estudantes das turmas 203, 204 e 206 mostram seus trabalhos em Robótica, utilizando lixo eletrônico. O trabalho foi desenvolvido nas aulas de física e orientado pelo professor Ricardo Rebonatto. Os trabalhos dos estudantes estão competindo na Mostra Regional de Ciências e Tecnologia. A questão do lixo eletrônico é um dos assuntos trabalhados no Projeto Interdisciplinar Resíduos Sólidos e Cotidiano, no Instituto Estadual de Educação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Poesia na Aula de Ciências

Existem relações profundas entre Ciência, Cultura e Arte. No entanto, a discussão integrada dessas dimensões raramente se realiza nas salas de aula. Numa tentativa de motivar esse diálogo, propomos a exploração, em sala, de poemas referentes à Ciência, de forma interligada e em interação com outras disciplinas.
Como um primeiro exemplo de tópico a ser trabalhado, podemos citar a ‘Máquina do Mundo’. Muitos temas relacionados à Astronomia e à visão geocêntrica do século XVI são encontrados na poesia de Camões. Outros poetas da língua portuguesa, como Carlos Drummond de Andrade e Haroldo de Campos, também abordaram esses temas. Reproduzimos abaixo um texto de Rómulo de Carvalho, físico, poeta e divulgador da Ciência que escrevia sob o pseudônimo de Antonio Gedeão.
A Máquina do Mundo
Antonio Gedeão
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
A evolução no tempo também permeia o pensamento de artistas e cientistas. Em quase todos os ramos da Ciência, esse conceito é fundamental no entendimento de fenômenos naturais. E na literatura poética universal, o tempo é um dos temas mais recorrentes, pela vinculação óbvia com a vida e a morte. Aqui, um exemplo tirado da obra de Murilo Mendes.
Estudo para um Caos
Murilo Mendes
O último anjo derramou seu cálice no ar.
Os sonhos caem na cabeça do homem,
As crianças são expelidas do ventre materno,
As estrelas se despregam do firmamento,
Uma tocha enorme pega fogo no fogo,
A água dos rios e dos mares jorra cadáveres.
Os vulcões vomitam cometas em furor
E as mil pernas da Grande dançarina
Fazem cair sobre a terra uma chuva de lodo.
Rachou-se o teto do céu em quatro partes:
Instintivamente eu me agarro ao abismo.
Procurei meu rosto, não o achei.
Depois a treva foi ajuntada à própria treva.
Alguns temas presentes nas obras de escritores contemporâneos são inspirados na Física Moderna. As idéias surgidas no início do Século XX, como as da Física Quântica, levaram a uma profunda revolução na Física. A letra de Gilberto Gil reproduzida abaixo é um exemplo do reflexo dessa revolução na cultura popular.
Quanta
Gilberto Gil
Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal.
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmão da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo momento desfaz.
Na versão integral deste texto, “Poesia na Aula de Ciências?”, Física na Escola, v.3, n.1, Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, cita e comenta diferentes exemplos desses temas e de outros: Os astros; A matéria, A bomba atômica; Caos e fractais; Vida, pensamento e complexidade e Ciência em si.
fonte: http://pion.sbfisica.org.b

É uma bela inspiração para aulas e projetos interdisciplinares envolvendo física, matemática, literatura e história!

domingo, 16 de maio de 2010

Pedaladas, energia limpa no cinema!



Reportagem divulgada pela agência Reuters mostra uma sala de cinema em Vilnius, capital da Lituânia, onde foram instaladas bicicletas ligadas a geradores. O objetivo é transformar a energia muscular dos cinéfilos em energia mecânica de pedaladas e, essa última, na energia elétrica que alimenta o projetor.
Fonte: http://pion.sbfisica.org.br

sábado, 15 de maio de 2010

A ciência por trás da arte e a arte de retratar a ciência

Há várias correspondências entre os pensamentos científico e artístico. Duas delas, em particular, são freqüentemente observadas nas artes plásticas: a incorporação de avanços da ciência e da tecnologia no conjunto de técnicas utilizadas pelo artista para compor a sua obra e a presença de temas científicos – como expressões do contexto histórico em que se insere cada criação – nas obras de arte em si.
Do primeiro caso, é exemplo o uso de sistemas de lentes e espelhos como auxiliares nos processos de composição pictórica por pintores do século XVII. Nessa época, a produção de pinturas com o auxílio desses recursos se constituía em uma novidade que possibilitava aos artistas entrarem no mundo novo dos fenômenos ópticos, explorando formas possíveis de registro de imagens em suas telas.
A câmara escura é um desses recursos. Predecessora da câmara fotográfica, ela é um instrumento composto de uma caixa com um pequeno orifício, pelo qual entram raios luminosos provenientes do exterior e que são projetados de forma invertida no lado oposto ao orifício. Assim falou sobre ela Constantijn Huygens, pai do célebre cientista Christiaan Huygens: “Toda a pintura é morta em comparação a essa, pois aqui é a própria vida, ou algo mais nobre, se a palavra para exprimi-la não faltasse. Figura, contorno e movimento encontram-se aí naturalmente, de um modo extremamente agradável”.
Não é de se estranhar, portanto, que pintores como o holandês Johannes Vermeer, compatriota e contemporâneo de Huygens, possam ter utilizado a câmara escura como instrumento auxiliar de representação da realidade.
A obra de Vermeer virou tema de filme – A Moça com Brinco de Pérola – e sua relação com a ciência é abordada em artigo escrito por M.C. Barbosa-Lima, G. Queiroz e R. Santiago, publicado na revista Física na Escola, v. 8, n. 2, 2007 – Ciência e Arte: Vermeer, Huygens e Leeuwenhoek.
Mais recentemente na História da Arte, a obra de Salvador Dali constitui um típico caso em que o autor bebe na fonte da Ciência para conseguir a inspiração de seus quadros.
Em várias das mais de 700 telas pintadas por Dali é clara a identificação de temas que tratam da ciência (física, matemática ou biologia). Esta constatação pode ser feita através da simples observação de alguns títulos de seus quadros com palavras que fazem referência direta à ciência, como atômico(a) nuclear, partículas, desmaterialização, desintegração, microfísica, mésons-pi, quartadimensão e raios cósmicos.
Em A Desmaterialização do Nariz de Nero (veja figura acima), por exemplo, a imagem de uma grande romã é mostrada na parte central. A romã encontra-se dividida ao meio e suas sementes aparecem flutuando no ar entre as duas metades. Na visão de Dalí, a romã representa o universo atômico, ou seja, o próprio átomo. As sementes são vistas nessa representação como elétrons em constante movimento dentro do átomo.
Para conhecer melhor essa e outras relações entre a pintura de Dalí e o universo científico, leia o artigo Salvador Dali e a mecânica quântica, de Rodrigo Ronelli D. da Costa, Robson S. dos Nascimento e Marcelo Gomes Germano. O texto completo foi publicado na edição número 2 do volume 8 da revista Física na Escola.
A Desmaterialização do Nariz de Nero. Salvador Dalí, 1947. Óleo sobre tela, 76,4 × 46 cm. Fundação Gala-Salvador Dalí, Figueras.
Fonte:  www.pion.org.br
O portal de física criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) com apoio da CNPq é uma ótima ferramenta de apoio aos professores de física do ensino médio e  aos professores de ciências. O nome do portal homenageia o físico brasileiro Cesar Lattes, co-descobridor da partícula elementar conhecida por Méson pi ou Pion.





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Metódo de ensino ajuda deficientes visuais nas aulas de física



Professor de ensino público desenvolve material em braile que ajuda aluno com deficiência visual a aprender física sem se sentir excluído.
Por: Thiago Camelo
Fonte: Ciência Hoje -Alô Professor
http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Por que as conchas reproduzem o som do mar?

Você deve ter segurado uma concha perto da sua orelha quando era pequeno. As melhores conchas para produzir esse som são as conchas grandes e em espiral.

Por que as conchas fazem barulho de mar?
iStockphoto
Por que as conchas fazem barulho de mar?

Algumas pessoas sugeriram que o som que você ouve da concha é o eco do seu sangue correndo através dos seus vasos da sua orelha. Isso não é verdade. Se fosse verdade, o som seria intensificado após exercícios físicos, já que seu sangue corre mais rapidamente após exercícios. Entretanto, o som permanece o mesmo após exercícios físicos.

Outros dizem que o som de ondas dentro da concha é gerado pela passagem de ar através da concha (o ar fluindo através da concha e fora dela gera um ruído). Você vai notar que o som é mais alto quando você posiciona a concha ligeiramente mais acima da orelha do que quando ela está bem na altura da orelha. Entretanto, essa teoria não é confirmada em uma sala a prova de som. Numa sala destas, ainda existe ar, mas quando você segura a concha perto da sua orelha, não há som.

A explicação mais aceitável para esse som parecido com o de ondas é o ruído do ambiente a sua volta. A concha que você está segurando ligeiramente acima da sua orelha captura esse ruído, que ressoa dentro da concha. O tamanho e forma da concha, portanto, têm algum efeito no som que você ouve. Conchas de outras formas têm sons diferentes porque elas acentuam diferentes frequências. Você nem precisa da concha para ouvir o ruído. Você pode produzir o mesmo som "do mar" usando uma xícara vazia posicionando-a sobre sua orelha. Experimente e varie a distância que você posiciona a xícara perto da sua orelha. O nível do som vai variar dependendo do ângulo e distância que a xícara está da sua orelha.

O ruído de fora da concha também pode alterar a intensidade do som que você ouve dentro. Você pode encarar a concha como sendo uma câmara ressonante. Quando o som de fora entra na concha, ele se envolve no espaço, criando assim um ruído audível. Então, quanto mais ruidoso for o ambiente em que você estiver, mais alto o som parecido com o mar.

Veja abaixo mais links interessantes.

domingo, 18 de outubro de 2009

Pinhole - Máquina Fotográfica de Lata

Que tal construir uma pinhole? Você vai se divertir e ainda aprender bastante sobre óptica!

Material
. uma lata de leite em pó
. papel preto (pode ser plástico,camurça ou color-set)
. cola branca, fita adesiva
. um prego grosso e martelo
. uma agulha
. papel fotográfico preto-e-branco
Como fazer
Limpe a lata e cole o papel preto na parte interna, cobrindo toda a superfície, e deixe secar. Faça um furo com o prego grosso na parte lateral da lata. Em seguida, corte dois quadrados de 2cmx2cm de papel preto. Faça um furo com a agulha no centro de um deles, e prenda o quadrado com fita adesiva sobre o furo da lata, de modo que os furos coincidam Ponha o outro quadrado dentro da lata, na direção do furo, e prenda com fita adesiva.
Preparando a máquina para fotografar
Num cômodo totalmente vedado para impedir a entrada de luz, e com uma lâmpada de segurança (uma lâmpada vermelha de, no máximo, 15 watts), corte o papel fotográfico num tamanho suficiente para cobrir a metade da superfície interna da “câmera” Fixe o papel no interior da lata (com fita adesiva, se preciso), deixando o lado sensível à luz de frente para o furo. Em seguida, feche a lata.
Nunca fotografe com o lado do furo da lata virado para o sol: a luz direta vela o filme Deixe a máquina sobre um apoio estável – uma cadeira, um muro ou até mesmo o chão. O tempo de exposição para fazer a foto depende da quantidade de luz do local. Se houver bastante luz do sol, destampe o furo por vinte segundos. Se a luz estiver mais fraca, quarenta segundos Se não der certo na primeira vez, vá ajustando o tempo de exposição conforme a luz. Não se esqueça de abrir a máquina somente quando estiver no quarto escuro.
Para informações sobre a revelação das fotos, acesse:

http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/pinhole.html

Veja galeria de fotos com máquinas de lata em:

www.latamagica.art.br

Almanaque Histórico - Oswaldo Cruz, o médico do Brasil (Guia do Professor)