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domingo, 19 de setembro de 2010

"Jornal Vida de Inseto" - Mostra Regional de Ciências e Tecnologia


As estudantes da  turma 206, 2a. série do ensino médio,  do Instituto Estadual de Educação,  produziram  um trabalho de vídeo-reportagem intitulado "Jornal Vida de Inseto". O trabalho teve a orientação da professora Marinilde Tadeu Karat, de biologia e está competindo na Mostra Regional de Ciência e Tecnologia.

O “Jornal Vida de Inseto” aborda a questão da biodiversidade dos insetos e sua  importância ecológica e econômica  para a humanidade e alerta  para a perda de biodiversidade desses animais, com 96 espécies ameaçadas de extinção. Entrevistas com biólogos esclarecem a questão do controle biológico das pragas e o problema dos agrotóxicos na agricultura.

http://www.youtube.com/watch?v=zlbZBCS76Oc

terça-feira, 27 de julho de 2010

Biodiversidade nos formigueiros

Confira imagens de um besouro mirmecófilo passeando entre formigas lava-pés operárias




Colônias de formigas lava-pés também albergam outras espécies de invertebrados, como besouros, lacraias, ácaros e até artrópodes que permaneciam desconhecidos. Os estranhos no ninho usam um ‘disfarce químico’ para passarem despercebidos. 
As formigas lava-pés são muito agressivas e, a menor provocação, atacam com mordidas e ferroadas (foto: E. Fox).
As formigas lava-pés, também chamadas de formigas de fogo, são conhecidas pela dolorosa ferroada. Apesar da fama de agressivos, esses animais são capazes de conviver pacificamente com outros invertebrados dentro de seus próprios formigueiros.
A descoberta é de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, que encontraram em colônias uma vasta biodiversidade de organismos — muitos deles de espécies raras ou desconhecidas —, incluindo besouros, lacraias, ácaros, traças, moscas, percevejos, aranhas, cupins e até outras formigas.
As formigas identificam companheiras pelo olfato. Elas captam os odores da cera que recobre o corpo
Para não serem reconhecidos, é comum os inquilinos adotarem uma espécie de ‘disfarce químico’, usando ceras das formigas hospedeiras.
Segundo o biólogo Eduardo G. P. Fox, pesquisador do Laboratório de Entomologia Médica do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, as formigas identificam companheiras de colônia pelo olfato. Elas captam os odores da cera que recobre o corpo desses insetos.
Ao habitarem as lixeiras e os cemitérios dos formigueiros, os inquilinos conseguem mimetizar esses odores, retirando hidrocarbonetos (compostos químicos que formam a cera) de restos de alimentos e cadáveres. “Observações nossas em laboratório mostram que essa estratégia é utilizada principalmente por algumas traças e besouros encontrados”, conta Fox.



Parasitismo ou mutualismo

Por enquanto, foram inspecionados apenas formigueiros das espécies Solenopsis invicta e Solenopsis saevissima encontrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas os pesquisadores já obtiveram indícios de que os mirmecófilos (os inquilinos) geralmente mantêm relações de parasitismo ou mutualismo com as donas do território.
Foram encontradas 24 espécies, das quais cerca de 10 ainda eram desconhecidas
Um exemplo é o achado, em conjunto com Eliana M. Cancello, do Museu de Zoologia da USP, de colônias de cupins pertencentes à subfamília Apicotermitinae. Como não há soldados entre esses indivíduos, a suspeita é que eles estejam usando as formigas para defesa.
Os pesquisadores se surpreenderam ao encontrar percevejos escavadores nos formigueiros, insetos raros e pouco estudados (foto: H. Wisch).
Até agora, foram encontradas 24 espécies de artrópodes associados aos formigueiros, das quais cerca de 10 ainda eram desconhecidas pela ciência. Uma espécie de traça, recentemente descrita pelos pesquisadores, recebeu o nome de Allotrichotriura saevissima.
Também foram descobertos um novo gênero de cupins e uma nova espécie de mosca sem asas. “Apesar de pouco explorados em estudos, os formigueiros têm muito a contribuir para a ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade do Brasil”, ressalta Daniel R. Solis, da Unesp.
Comuns em todo o território nacional, os formigueiros de lava-pés, nome popular dado a aproximadamente 20 espécies do gênero Solenopsis, caracterizam-se pela aparência de montinhos de areia, geralmente encontrados em jardins de casas e beiras de estrada.
As formigas são avermelhadas e têm comprimento que varia de 2 mm a 1 cm. De acordo com estimativas da Unesp, dos cerca de 3.500 acidentes registrados por ano em clínicas de São Paulo com ferroadas de insetos, quase metade é causada por formigas lava-pés.

Camilla Muniz
Ciência Hoje/RJ

Texto publicado originalmente na CH 272 (julho/2010)

sábado, 5 de junho de 2010

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

A harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza tem que deixar de ser mera utopia. Na foto, a Estação Ecológica Juréia-Itatins, uma unidade de conservação situada no litoral sul do estado de São Paulo.

O momento é de ação

O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.
Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem – mas que cobram um preço alto em vidas –, tais como furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.

Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.

À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.

À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.

E tudo isto tem que ser feito agora.  A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.


Fonte:
http://www.wwf.org.br




quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jornal Vida de Inseto



Vídeo-reportagem sobre a biodiversidade dos insetos produzido pelas estudantes, da 2a. série do ensino médio, Ana Carolina Silva, Ariany de Oliveira Flor, Fernanda Soares Lopes, Gabryela Marian, Jaqueline Soares Lopes, Maria Isabela Vieira Martins e Paola Costa Sagaz. Este trabalho, realizado na disciplina de biologia do Instituto Estadual de Educação, Florianópolis, SC, com orientação da professora Marinilde Tadeu Karat, surgiu a partir da mostra "Senhor inseto, muito prazer!" do SESC ciência em comemoração ao ano internacional da biodiversidade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Voo ameaçado

O maçarico-acanelado (Ryngites subruficollis), que habita a região do Acre, é uma das espécies ameaçadas de extinção (foto: Joaquim Aldabe).

Uma área equivalente a 11% do território nacional precisa ser preservada para que mais de cem espécies de aves ameaçadas continuem existindo. A conclusão é de um mapeamento inédito realizado por mais de 60 pesquisadores em todo o Brasil.
O mapeamento apontou as áreas do país que devem ser protegidas para evitar a extinção das aves. “O trabalho ajudou na criação de reservas e na implantação de políticas públicas para a conservação de várias espécies”, diz o biólogo Pedro Develey, diretor de conservação da Sociedade para a Conservação das Aves no Brasil (Save Brasil), entidade responsável pelo estudo.
Realizado em parceria com a BirdLife, o mapeamento foi dividido em duas partes e contou com o trabalho de ornitólogos e biólogos. Eles analisaram 450 áreas e cerca de 700 espécies. “A primeira parte ficou pronta em 2006 e contemplou os 15 estados do domínio da mata atlântica. No total, 163 áreas foram mapeadas”, revela Develey.
“Trata-se do primeiro mapeamento de todas as espécies de aves ameaçadas e endêmicas”
A segunda parte acaba de ser lançada pela Save Brasil, com o registro das Áreas Importantes para a Conservação das Aves (IBAs, na sigla em inglês) no Brasil, contemplando a Amazônia, o cerrado e o Pantanal. Foram delimitadas 237 IBAs em todo o país.
Entre os requisitos necessários para que uma área seja reconhecida como IBA estão a presença de espécies ameaçadas; de espécies de distribuição restrita (que vivem em áreas com menos de 50 mil km²); endêmicas (que vivem exclusivamente em um único bioma); e das chamadas espécies congregantes, que formam grandes bandos que equivalem a mais de 1% da população mundial de aves.
 O mapa indica a distribuição das IBAs pelo território, concentrados em áreas da Amazônia, Cerrado e Pantanal (imagem: Save Brasil).

Nessa última categoria incluem-se as aves migratórias. As áreas mais importantes com vistas à sua preservação estão na costa do Brasil, especialmente no Maranhão, no Pará e no Rio Grande do Sul.

Mais áreas a serem mapeadas

A IBA que abriga o maior número de espécies em risco, embora esteja oficialmente protegida, fica no Parque Nacional das Emas, em Goiás. “São ao todo 11 espécies ameaçadas”, diz Develey. Entretanto, a Amazônia não foi totalmente mapeada e ainda pode conter IBAs relevantes.
Segundo o biólogo, a maior dificuldade encontrada durante o desenvolvimento do estudo foi a falta de informações e de inventários biológicos na região: “Existem áreas enormes com floresta bem conservada que não puderam ser classificadas por falta de informações. A necessidade de mais pesquisas é urgente na Amazônia”, diz ele.
Do total de IBAs do país, 40% estão desprotegidas
De acordo com o estudo, 82 milhões de hectares devem ser conservados no Norte e no Centro-oeste do país para a preservação das aves ameaçadas. Das 74 IBAs dessas regiões, 32 não contam com nenhum tipo de programa de conservação. Do total de IBAs do país, 40% estão igualmente desprotegidas.
“Além das políticas públicas, educação ambiental e conscientização fazem parte do processo de preservação. Autoridades, ONGs locais e a população são atores-chave para esses resultados”, conclui Develey
Bruna Ventura
Ciência Hoje/RJ

domingo, 16 de maio de 2010

Não temos mais nada, diz curador do Butantan após incêndio


O curador do Instituto Butantan, Francisco Franco, classificou como uma "perda para humanidade" o incêndio que atingiu um galpão do centro de pesquisa neste sábado e destruiu uma coleção de cerca de 80 mil cobras catalogadas. O local danificado era o prédio das Coleções, onde ficam espécies de répteis, artrópodes e quelônios (tartarugas, cágados e jabutis).

"Foi uma perda total. E isso é uma perda para a humanidade. Desde o começo do Instituto Butantan, o Vital Brasil começou a guardar cobras para serem pesquisadas. E essas cobras que foram sendo acumuladas serviam de fundamento para as pesquisas e o aumento do conhecimento da biodiversidade de serpentes. Essas cobras todas foram perdidas, hoje não temos mais nada", disse o curador.

Segundo Franco, a coleção era a maior de cobras do mundo. "Toda informação que se podia haver sobre biodiversidade, ecologia, biologia e distribuição geográfica a respeito de serpentes estava armazenada no prédio incendiado. Inúmeras pesquisas serão prejudicadas pela perda dos exemplares, já que praticamente todos os trabalhos relacionados a serpentes usavam informações do acervo do Butantan", afirmou.

Incêndio
Conforme nota do instituto, o fogo foi notado por volta de 7h45 deste sábado. Imediatamente, os seguranças do centro acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou em menos de 10 minutos. As informações preliminares prestadas pelos bombeiros dizem que não havia no prédio qualquer problema relacionado às instalações que possa ter originado o incêndio.

"O Butantan irá aguardar as investigações da perícia técnica sobre as causas da ocorrência. Assim que o prédio for liberado pela perícia, o instituto irá iniciar o levantamento sobre a perda da coleção", informa a nota.

O comunicado afirma que o secretário estadual da Saúde, órgão ao qual o instituto é ligado, Luiz Roberto Barradas Barata, esteve pela manhã no Butantan, e conversou com o diretor do instituto, Otávio Mercadante. "Ele solicitou que a instituição elabore imediatamente um projeto para a recuperação do prédio. A Secretaria de Estado da Saúde já se colocou a inteira disposição do Butantan para recuperar o local", informou a assessoria de imprensa do instituto.

O local permanecerá fechado no final de semana e será reaberto para a visitação do público na segunda-feira.


Incêndio em laboratório do Instituto Butantan destruiu acervo de cobras, aranhas e escorpiões

De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto, o levantamento dos danos só vai ser revelado quando as investigações sobre a causa do incêndio forem concluídas. Os animais vivos que estavam alojados na área frontal do prédio foram salvos e o incêndio não provocou vítimas.

Terra

domingo, 2 de maio de 2010

Oficina de Origami sobre Biodiversidade de Insetos (Mostra de Insetos no IEE)

Oficina de Origami no Laboratório de Física do Instituto Estadual de Educação- Florianópolis/SC.
Os estudantes aprenderam a confeccionar origamis representando insetos. Essa oficina fez parte da Mostra Senhor Inseto, Muito Prazer, do SESC Ciência, durante os dias 13 até 20 de abril, no Instituto Estadual de Educação.

sábado, 1 de maio de 2010

Mostra do SESC Ciência no IEE

A comunidade do Instituto Estadual de Educação pode conhecer melhor a Biodiversidade dos Insetos, na Mostra Senhor Inseto, Muito Prazer, do SESC Ciência, no IEE.
As fotos mostram esculturas belíssimas de insetos feitas com garrafa PET e que faziam parte da Mostra de Insetos no IEE.

Senhor Inseto, Muito Prazer

Estudantes da 2a. série do Ensino Médio assistiram palestra sobre  insetos, no Laboratório de Biologia do IEE. Os monitores do SESC explicaram sobre as características gerais dos insetos, sua distribuição e importância econômica e ecológica. As palestras fizeram parte da Mostra do Sesc Ciência  no Instituto Estadual de Educação, Florianópolis /SC,  de  13 a 20 de abril de 2010.
A Mostra de Insetos é muito oportuna já que o  ano de 2010 foi aclamado Ano da Biodiversidade e os insetos representam um grupo de animais com enorme biodiversidade.