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sexta-feira, 11 de março de 2011

Nível elevado de triglicérides aumenta risco de derrame, diz pesquisa

Muitas vezes deixado de lado por médicos e pacientes, o triglicérides pode se tornar mais um marcador de risco de doenças cardiovasculares e ter um peso tão importante quanto o colesterol na prevenção de um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame.

É o que aponta um estudo dinamarquês que concluiu que ter no sangue altos níveis de triglicérides em jejum é tão perigoso quanto possuir colesterol elevado. A descoberta indica que o triglicérides aumentado eleva os riscos de um AVC isquêmico - aquele em que há o entupimento do vaso por causa do depósito de placas de gordura, que bloqueiam o fluxo sanguíneo.

Os triglicérides são partículas presentes em alimentos calóricos, como bolachas, bolos, massas, enlatados e frutos do mar. Cerca de 80% dos triglicérides são resultado da alimentação e, por isso, podem ser tratados apenas com dieta balanceada. O colesterol, ao contrário, é produzido em boa parte pelo organismo e, para baixá-lo, é necessário fazer uso de medicação.

Os pesquisadores acompanharam 7.579 mulheres e 6.372 homens - todos mediram os níveis de triglicérides em jejum e de colesterol logo no início do estudo (1976-1978). Eles foram acompanhados por até 33 anos. Nesse período, 837 mulheres e 837 homens tiveram AVC isquêmico. Segundo os pesquisadores, os resultados demonstram que o gradual aumento dos níveis de triglicérides foi associado ao maior risco de sofrer um AVC. As conclusões foram publicadas na Annals of Neurology. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil tem 200 mil internados por ano após derrame

As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 17,1 milhões de casos anualmente, sendo 5,7 milhões relacionadas a acidente vascular cerebral (AVC). Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos Estados Unidos, o AVC é a terceira principal causa de morte, sendo que 87% delas são provocadas por AVC isquêmico.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra cerca de 200 mil internações por ano em decorrência de AVC isquêmico ou hemorrágico. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cerebrovasculares são a principal causa de morte em mulheres e a segunda em homens. Neles, as doenças isquêmicas do coração ainda matam mais. Em 2008, 45.793 brasileiros morreram em decorrência de AVC.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sete alimentos que combatem a ansiedade


Ricos em vitaminas e aminoácidos, eles melhoram a tranquilidade e a disposição

TAMANHO DA LETRA: Diminuir texto Aumentar texto

POR ROBERTA VILELA

Está cada vez mais difícil manter a calma? Todo mundo vive dizendo que você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade provoca uma bagunça nas emoções e de quebra ainda reflete na saúde. Quando em excesso, ela desencadeia a sensação de mal-estar e te impede de viver a vida com mais leveza, sem tanta angústia em relação ao que ainda está por vir. Os ataques de gula também são creditados a ela. Existem tratamentos e terapias para controlar a ansiedade, mas sabia que a alimentação também pode ajudar a domar este furacão interno? Alguns alimentos contêm aminoácidos e vitaminas essenciais, que atuam diretamente diminuindo o estresse, combatendo a ansiedade e aumentando os níveis de serotonina, responsável pelo bem-estar e pelo relaxamento. A seguir, conheça os sete alimentos campeões para aquietar a mente.

  • frutas cítricas - foto Getty Images
  • leite, ovos e queijos - foto Getty Images
  • carboidratos - foto Getty Images
  • banana - foto Getty Images
  • carnes e peixes - foto Getty Images
  • chocolate - foto Getty Images
  • espinafre - foto Getty Images

ZOOM1 DE 7

frutas cítricas - foto Getty Images

Frutas cítricas: Estudos comprovaram que a vitamina C, presente nas frutas cítricas, diminui a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta ao estresse e à ansiedade e responsável por transmitir a notícia de estresse para todas as partes do corpo. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumenta a sensação de bem-estar. "Vitaminas e minerais, como a vitamina C, por exemplo, são perdidas nos quadros de estresse e ansiedade, além de queda de açúcar no sangue (hipoglicemia). Por isso, existe a necessidade de suprir essas carências", ressalta a nutricionista Rosana Farah, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.


Yahoo.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Adoçante faz comer mais; veja as diferenças entre os produtos



Doces ou bebidas com adoçante não dão a mesma sensação de prazer dos produtos feitos com açúcar.
"Não conseguimos enganar nosso cérebro", diz o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky, da Sociedade Brasileira de Nutrologia.
Em estudo publicado na revista "NeuroImage", pesquisadores holandeses avaliaram a resposta do cérebro de dez pessoas antes e depois de tomar suco de laranja com açúcar ou adoçante.
O resultado é que tanto a sensação de prazer quanto a vontade de comer doce foram diferentes nos dois casos. "Só a glicose causa liberação de neurotransmissores que dão a sensação de bem-estar, como a serotonina", afirma Cristiane Ruiz Durante, nutricionista do projeto de atendimento ao obeso do Hospital das Clínicas de SP.
Apesar de o poder adoçante dos produtos artificiais ser maior do que o do açúcar, a mensagem de que estamos ingerindo algo doce não chega até o cérebro.
Segundo Werutsky, as papilas gustativas são sensíveis às fórmulas. Mas muitas delas não são metabolizadas pelo organismo: são eliminadas sem serem digeridas.
A exceção é a frutose, derivada de frutas ou mel. Quando metabolizado, o adoçante transforma-se em glicose.
MAIS PARA O MESMO
Sem o prazer proporcionado pela glicose, quem come produtos diet pode acabar exagerando na quantidade.
Para Paulo Cunha, especialista em neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria do HC, dá para comparar os adoçantes aos cigarros light.
"A pessoa não sente o mesmo prazer e fuma o dobro. É o mesmo caso com os adoçantes. Não é tão prazeroso, então a ingestão pode ser maior para compensar."
Para a nutricionista Cristiane Ruiz Durante, pessoas sem restrição ao açúcar não devem substituir doces por alimentos com adoçantes.
"Prefiro indicar que a pessoa coma uma porção pequena de doce ou carboidrato. É melhor do que comer mais produtos diet para tentar buscar a mesma sensação."
O nutrólogo Werutsky afirma que o principal vilão da dieta é a gordura, e não o açúcar. "O açúcar tem quatro calorias por grama, e a gordura tem nove. Evitar só o açúcar não resolve."
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Folha on line

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Só pasteurização pode evitar transmissão de Chagas pelo açaí, diz estudo

O protozoário causador da doença de Chagas sobrevive na polpa do açaí mal higienizado, mesmo que o produto seja congelado a -20°C. Somente a correta pasteurização - tratamento térmico que envolve aquecimento e rápido resfriamento -, que ainda não é obrigatória no Brasil, consegue eliminar o microrganismo, concluiu uma pesquisa inédita liderada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Higienizar corretamente os frutos ainda é o método mais importante de prevenção, destacam os autores do trabalho, realizado via convênio com o Ministério da Saúde. Surtos de transmissão da doença aguda transmitida por meio de alimentos, acentuados a partir da metade da década passada no Norte do País, incentivaram a realização da pesquisa.

O açaí industrializado, consumido nas grandes cidades, passa em teoria pelos processos, dizem os cientistas, e deve ser registrado no Ministério da Agricultura. A pasta informou que, apesar de a legislação nacional ainda não exigir a pasteurização, visitas de fiscais às fábricas têm demonstrado que a maioria das empresas possui máquinas para realizá-la, em razão de exigência do mercado externo.

Por causa disso, informou ainda o ministério, o órgão "avalia a possibilidade de desenvolver estudos sobre metodologias de pasteurização" para a polpa de açaí. A pasteurização já defendida pelo Ministério da Saúde como método anti contaminação de alimentos in natura.

Em nota, a Saúde destacou que o congelamento não é medida preventiva e que o resultado do estudo é preliminar. Disse também aguardar resultados sobre testes com temperaturas mais baixas. Por fim, destacou que todos os casos de doença de Chagas por transmissão oral já registrados tiveram origem no consumo do alimento preparado artesanalmente e que até o momento não houve associação com polpas de açaí industrializado. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos produtores de açaí.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vinho e chocolate são poderosos anticancerígenos, diz estudo

O vinho tinto e o chocolate amargo são remédios poderosos contra o câncer, segundo estudo apresentado por especialistas em uma conferência na California (oeste dos EUA).
"Estamos classificando os alimentos segundo suas qualidades como anticancerígenos", disse William Li, titular da Fundação Angiogenesis, sediada em Massachusetts (nordeste). "O que comemos é realmente nossa quimioterapia três vezes por dia", acrescentou.
Os pesquisadores compararam alguns alimentos com medicamentos utilizados em tratamentos contra o câncer e descobriram que a soja, a salsa, as uvas escuras, morangos, framboesas e outros alimentos são tão ou mais potentes para combater um tumor do que remédios.
Consumidos juntos, esses alimentos resultaram ainda mais poderosos no combate às células cancerosas, segundo o estudo.
"Descobrimos que a mãe natureza criou uma grande quantidade de alimentos com propriedades antiangiogênicas", enfatizou Li, referindo-se à capacidade destes alimentos de reduzir a multiplicação de células malignas.
Fonte: Folha de São Paulo
(da France Presse, em Long Beach) 

sábado, 9 de janeiro de 2010

Leite: nem sempre vilão

O leite de vaca e seus derivados têm sido alvo de polêmica entre aqueles que defendem o consumo desses alimentos em todas as fases da vida e quem propõe que sejam banidos do cardápio. Mas os debates vão além do enquadramento nas categorias de “vilões” ou “heróis”. A nutricionista do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Ana Lúcia Fittipaldi esclarece que há várias linhas de estudo sobre alimentação, sendo muitas discordantes entre si. Segundo ela, as que se baseiam na alimentação oriental não recomendam o consumo de leite de vaca, alegando que só o ser humano bebe leite na idade adulta.

As reações alérgicas e a intolerância ao açúcar do leite de vaca, a lactose, são os principais fatores de crítica: “A intolerância à lactose varia conforme a etnia, sendo mais comum em negros e orientais. No Brasil, cerca de 30% dos adultos têm uma redução ou até total exclusão na produção de lactase, a enzima que digere a lactose, açúcar presente no leite”, explica a nutricionista.

Fonte de nutrientes

O leite de vaca é um importante alimento, de fácil acesso e fonte de vários nutrientes essenciais para o organismo, como proteínas, cálcio, fósforo, magnésio, vitaminas A, D e complexo B. Pode ser consumido em todas as fases da vida. Para crianças, só deve ser oferecido a partir de um ano de idade, pelo risco de desenvolverem alergia. O seu consumo na infância e na adolescência é um fator fundamental de prevenção da osteoporose.

A endocrinologista e professora da pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Lizanka Marinheiro recomenda a ingestão de um copo (250 ml) de leite por dia. “O leite em porções indicadas e seus derivados, como queijos e iogurtes, têm seu papel benéfico na saúde do adulto, principalmente como fonte de cálcio e minerais. Deve-se dar preferência aos desnatados por causa dos baixos teores de gorduras”.

Intolerância ou alergia?

A intolerância à lactose tem como sintomas dores abdominais, diarréia e gases e costuma ser mais comum nos adultos, pois a produção de lactase diminui com o avançar da idade. Já a alergia à proteína do leite de vaca é mais comum em crianças. Os sintomas são mais graves e podem afetar vários sistemas, como gastrointestinal (cólicas, vômito, diarréia, constipação, gases, colite, náuseas) e respiratório (espirros, tosse, asma, congestão, bronquite e sintomas de gripe). Pode haver também reações oculares (olhos lacrimejantes e vermelhos, coceira e conjuntivite) e alterações na pele, como eczema, dermatite, urticária, vermelhidão, coceira, inchamento dos lábios, boca, e garganta.

Uma alternativa para quem não pode consumir leite são os produtos com baixo teor ou isentos de lactose. Há também a opção do leite de soja. “Algumas pessoas com intolerância à lactose, às vezes, não têm reações com iogurte e queijos, já que esses derivados do leite possuem menor teor de lactose”, ressalta Ana Lúcia Fittipaldi.

Consumir outras fontes de proteínas, como carnes, peixes e frangos é outra recomendação para quem não pode beber leite. A endocrinologista Lizanka Marinheiro lembra, no entanto, que cada alimento desempenha sua função e deve ser consumido em proporção correta.

Buscar a orientação de um profissional de saúde é a melhor medida. Em caso de suspeita tanto de intolerância à lactose quanto de alergia à proteína do leite de vaca, o mais indicado é procurar um médico para fazer o diagnóstico e seguir o tratamento correto para cada situação. “As pessoas que toleram bem o leite devem incluí-lo na sua alimentação diária por ser um alimento importante”, recomenda Ana Lúcia Fittipaldi.
Fio Jovem
(Patricia Moreira)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Stévia é o adoçante mais saudável e aspartame é o grande vilão

Antes de falarmos nos adoçantes artificiais e naturais, vamos ver o que de mais comum utilizamos para adoçar aquele cafezinho ou fazer o bolo da tarde.

O açúcar branco é um grande vilão da saúde! É totalmente refinado e obtido principalmente da cana-de-açúcar. No processo de refinamento há remoção completa de todos os nutrientes contidos na cana, sendo assim, ele é rapidamente digerido, absorvido provocando um rápido aumento dos níveis de glicose e alta deposição de gordura nas células.

Sonolência após refeição pode ser hipoglicemia

A primeira sensação com o consumo de açúcar é aumento da energia e bem-estar, mas da mesma forma que o aumento da glicose é rápido a queda se dá da mesma maneira. Os sintomas de hipoglicemia podem ocorrer de 1,5 horas até 2 horas depois do consumo de açúcar e envolve: queda dos níveis de energia, fraqueza, falta de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade, sudorese, dores de cabeça e tremor nas mãos. Isso é muito frequente acontecer e ser a causa daquela sonolência que dá depois das refeições, especialmente se consumiu muito carboidrato ou açúcar na mesma. A hipoglicemia também estimula novamente a fome, característica comum daqueles que consomem muito açúcar e carboidratos, a fome precoce logo depois de terem comido.

Alem da carência de nutriente, para o açúcar ser metabolizado, ele rouba do organismo cromo, selênio, magnésio e zinco envolvidos em múltiplas reações orgânicas como o controle sobre a própria vontade de carboidratos, favorece cãimbras, osteoporose, cólicas menstruais e redução da imunidade. Aliás, o açúcar hoje é um grande depressor do sistema imunológico e não deve ser consumido por aqueles que já tem redução da imunidade: indivíduos com herpes de repetição, problemas de cândida, HIV, infecções recorrentes de garganta, ouvido, etc.

Açúcar mascavo e mel favorecem ganho de peso

Açúcar mascavo e mel: são mais saudáveis do ponto de vista nutricional por conterem mais nutrientes, mas também provocam as oscilações desagradáveis na glicose que o açúcar barnco provoca e como já foi dito, favorecem o ganho de peso.

Os adoçantes dietéticos, também chamados de edulcorantes, são substâncias que apresentam um poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar refinado) e, por isso, eles são utilizados em quantidades bem menores se comparado ao açúcar de mesa. Os edulcorantes possuem duas classificações:

Temos os adoçantes naturais que são: frutose, sorbitol, manitol e esteovídeo e os artificiais aspartame, ciclamato, sacarina, acessulfame-K, sucralose.

Adoçantes naturais

Frutose

Extraída das frutas e mel. É mais doce do que a sacarose (açúcar refinado) 173 vezes. Apresenta 4 Kcal/g e provoca cáries. As pessoas diabéticas devem utilizá-los com moderação.

Sorbitol

Encontrado na natureza em frutas e alga marinhas. Apresenta poder adoçante 50% menor do que a sacarose. Possui 4 Kcal/g. As pessoas com diabetes não podem utilizá-lo. É estável ao calor. Em combinação com outros adoçantes (sorbitol, acessulfame-K, aspartame, ciclamato sacarina ou esteovídeo) é empregado na fabricação de biscoitos, chocolates, goma de mascar e refrigerantes.

Polióis ou açúcar alcoólico(maltitol, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol

São 60% tão doces quanto a sacarose (açúcar). São pouco absorvidos e nao causam aumentos súbitos nas taxas de açúcar do sangue, por isso podem ser usados com moderação por diabéticos. Os açúcares alcoólicos são encontrados em muitos alimentos industrializados sem açúcar, como doces, biscoitos, gomas de mascar, refrigerantes, pastilhas para a garganta, pastas de dente e antissépticos bucais. Confira os rótulos dos produtos. Atenção, pois uma única ingestão de 10 a 30g ou uma ingestão diária de mais de 40 a 80g de algum desses açucares podem provocar efeito laxativo. Isso ocorre porque os altos níveis de açúcar alcoólico que não são absorvidos pelo intestino podem causar inchaço, gases e diarreia.

Esteviosídeo - stévia

O seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior à sacarose. Não contêm calorias. Extraído da planta stevia rebaudiana, planta nativa da América do Sul. Uma vez que a stevia é uma planta ela contém outras propriedades que complementam o seu poder adoçante. Estudos apontam o seu poder em suprimir o crescimento bacteriano nos dentes, regula a pressão arterial, tem poder diurético e de regular os níveis de açúcar no sangue. Não houveram ainda efeitos colaterais associados, por isso deve sempre que possível ser o edulcorante de escolha. O seu sabor doce não é afetado pelo aquecimento então pode ser utilizada em chás e outras bebidas, além do preparo de sobremesas em substituição ao açúcar. Existem diferentes marcas de estevia no mercado, cada uma com um sabor diferente. Alguns produtos oferecem a stevia associado a outros adoçantes (ex: ciclamato e sacarina) enquanto outros oferecem a stevia pura.

Artificiais ou sintéticos

Aspartame, ciclamato, sacarina, acessulfame-K, sucralose

Aspartame

É o pior deles e o que está mais relacionado a efeitos colaterais indesejáveis.

O aspartame é composto de ácido aspártico, fenilalanina, dois aminoácidos naturalmente encontrado nos alimentos. É de longe o edulcorante mais polêmico, e já se tem conhecimento de 92 efeitos colaterais associados ao consumo do aspartame, que podem iniciar gradualmente, podem ser imediatos, ou podem ocorrer a partir de uma reação aguda. Embora não se conheça todos os efeitos que o aspartame pode provocar a longo prazo, algumas pessoas são sensíveis ao aspartame e tem reações. Dor de cabeça é o principal efeito adverso atribuido ao consume de aspartame. Também vem sendo associado a ataques de pânico, alterações de humor, episódios de mania e alucinações visuais. Apresenta poder adoçante 220 vezes maior do que a sacarose e não deixa sabor residual. Seu valor calórico é de 4 Kcal/g Mas, graças ao seu alto poder adoçante, usa-se pequenas quantidades para se chegar à doçura desejada. Não é estável em altas temperaturas.

Sabidamente, devido aos efeitos estudados dos seus componentes o aspartame pode provocar:

· Reações alérgicas alimentares

· Dores de cabeça, enxaquecas

· Náusea

· Diabetes (o aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicaces como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento)

· Espasmos musculares

· Depressão

· Ganho de peso

· Perda de audição

· Irritabilidade

· Taquicardia

· Convulsão e epilepsia

· Alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina.

· Dores articulares

· Doenças autoimunes

· Degeneração cerebral – envelhecimento (perda de memória).

· Algumas desordens também podem ser disparadas ou pioradas com seu uso crônico como doenças degenerativas: (Parkinson, Alzheimer, retardo mental), fibromialgia, diabetes, tumores cerebrais, esclerose múltipla e lúpus.

Além disso, é totalmente contraindicado na gestação (recomendação para todos os adoçantes artificiais, pode ser utilizado à base de stévia ou sucralose). O aspartame é principalmente tóxico se pensarmos na sua exposição durante a gestação, pois o cérebro da criança em formação consegue captar 5x mais esse adoçante do que nos adultos e podem ter lesões no sistema nervoso.

Embora muito disponíveis em produtos industrializados os edulcorantes artificiais devem ser desencorajados. Isso não se refere à quantidade propriamente consumida estar ultrapassando os limites estabelecidos, pelo contrário, todos os adoçantes artificiais como o aspartame, ciclamato e sacarina tem seus limites diários regulamentados pela ANVISA e dificilmente a gente atinge esses níveis através do consumo diário. Não se trata disso, estamos falando de substâncias sintéticas que não se conhece, ou em muitos casos, já se conhece efeitos deletérios relacionados inclusive ao ganho de peso. Não significa que se eu não atingir a quantidade máxima regulamentada para um adoçante, que seu uso seja seguro para mim. Cada pessoa tem um nível de tolerância a uma determinada substância e pode sofrer as consequências dela mais precocemente.

Não é à toa que desde 2008 a ANVISA publicou uma resolução para limitar a quantidade de ciclamato e sacarina nos produtos industrializados (praticamente caiu à metade a quantidade que pode ser adicionada aos produtos). Ambas as substâncias já foram banidas do Canadá e EUA desde a década de 70, mas o seu uso ainda era considerado isento de efeitos colaterais aqui no brasil. Tudo partiu de estudos em animais (camundongos) mostrando maior risco de desenvolvimento de tumor de bexiga. As empresas agora tem 3 anos para se adequarem às novas regras. O ciclamato e sacarina também por conterem altos níveis de sódio são contraiindicados pela OMS para indivíduos hipertensos e com problemas renais. E as pesquisas apontam que os brasileiros são os maiores consumidores mundiais de adoçantes.

Dentre os adoçantes artificiais, temos ainda

Ciclamato

Seu poder adoçante é 50 vezes superior ao da sacarose. Entre as suas características estão a presença de sabor residual e a sua estabilidade em altas temperaturas. Não apresenta calorias.

Sacarina

Apresenta poder adoçante 200 vezes superior ao da sacarose podendo deixar sabor residual. Possui alta estabilidade em temperaturas elevadas. Devido à sua estabilidade, a sacarina é utilizada em vários alimentos, na indústria de cosméticos e de medicamentos. Não apresenta calorias. Na década de 80 foi associada a um maior risco de câncer de bexiga, a partir de estudos com ratos e o seu uso foi limitado.

Atenção: Indivíduos com alergia a sulfa também devem evitar consumir alimentos contendo sacarina, pois a molécula de sacarina é um derivado da sulfa.

Acessulfame-K (acessulfame potássio)

Feito do vinagre, não é digerido pelo organismo humano. É estável em altas temperaturas. Seu poder adoçante varia de 180 a 200 vezes superior ao da sacarose. Seu uso pode ser muito variado e é utilizado nas indústrias de panificação, confeitos, bebidas e produtos lácteos. Não apresenta calorias.

Sucralose

Ela é 600 vezes mais doce do que a sacarose. É feita da sacarose, com a adição de moléculas de cloro. É altamente estável em temperaturas elevadas podendo ser usada em produtos esterelizados, UHT, pasteurizados e assados. Além disso, pode ser utilizada em gelatinas e pudim em pó, sucos, compotas de frutas e adoçantes de mesa. Não apresenta calorias. Não é digerida pelo organismo

Tagatose

É extraida do soro do leite. A tagatose é um novo adoçante artificil produzido através da lactose, o açúcar do leite. A lactose é quebrada em glicose e galactose, a partir daí há uma modificação na molécula de galactose e ela adquire uma nova conformação se transformando em D-tagatose. Ela é 92% tão doce quanto o açúcar, mas não oferece impacto na glicose ou nos níveis de insulina, visto que não é digerida, passando intacta pelo organismo sem ser absorvida.

Alguns estudos apontam que ela inclusive consegue impedir a absorção de outros açúcares como a glicose, o que é interessante, sobretudo para indivíduos diabéticos. É o adoçante mais parecido com o açúcar em volume e sabor e pode ser misturada a outros adoçantes para melhorar a sua textura e sabor. O *FDA americano já considera o produto seguro para uso humano, permitindo a sua adição em alimentos, bebidas, cosméticos, pasta de dentes, assim como em medicamentos. Não deve ser consumida em excesso, para evitar distúrbios gastrintestinais como diarreia, náuseas e excesso de produção de gases.

Então qual é a recomendação quando falamos de adoçante?

Minha recomendação é procurar usar a stevia (o edulcorante mais natural), inclusive os diabéticos ou rodiziar os tipos de adoçante, para não haver o excesso de consumo de nenhum deles. O consumo de muitos alimentos contendo adoçantes artificiais deve ser desencorajado, pois não contem valor nutricional, “engana”o organismo que pensa que está comendo algo doce e possuem moléculas com efeito tóxico, sobretudo se forem adoçantes artificiais.

E com relação à quantidade de consumo, deve-se sempre procurar usar o mínimo possível. O ideal é até 1 a 2x ao dia, no máximo e procurar não fazer todos os dias. A questão não é o malefício de 2 a 3 gotas num café estou contraindicando o consumo de adoçantes várias vezes ao dia: aquela pessoa que consome o suco e café com adoçante, faz gelatina dietética, toma mate diet, refrigerante diet, faz sobremesas com adoçantes, enfim... daquela pessoa que se entorpece o dia todo.

* Órgfão governamental americano que lida com o controle das indústrias alimentícias e de medicamentos naquele país.

Nutrição Funcional

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Suplementação vitamínica: saiba quando ela é necessária


A escassez de vitaminas e minerais é um problema que atinge um terço da população mundial. Esta deficiência nutricional pode gerar inúmeros problemas em curto e longo prazo, tais como: anemia, fadiga, cáries, perda de concentração e, até mesmo, maior suscetibilidade a infecções, arritmias cardíacas, depressão, osteoporose, hipertensão e câncer. Por mais que você pratique exercícios físicos e se alimente de maneira saudável, a disfunção metabólica impede o emagrecimento.

“Uma dieta saudável, individualizada e a mudança dos hábitos alimentares são fundamentais para manter o equilíbrio de nutrientes que cada pessoa necessita. É importante realizar o acompanhamento médico e nutricional para adequar as vitaminas e minerais e auxiliar no tratamento da perda de peso”, explica a nutricionista e tutora do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi.

De acordo com o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, apenas três das 26 substâncias indispensáveis para a sustentação da vida são produzidas espontaneamente pelo organismo, mas em quantidades inferiores as que necessitamos. Sendo assim, é importante e aconselhável que se busque os outros nutrientes por meio de uma dieta equilibrada e variada.

Suplementação vitamínica

Algumas pessoas optam pela suplementação vitamínica, mas muitas vezes nem sabem a função ou a necessidade desses micronutrientes. Até mesmo os americanos, que são os maiores consumidores destas vitaminas, pouco sabem sobre seu funcionamento.

Azevedo ressalta que é preciso ter cuidado com as vitaminas. As lipossolúveis – solúveis em gordura: A, D, E, K – depositam-se no organismo, ao contrário das solúveis em água – como as do complexo B e C – que são eliminadas na urina. Porém, tanto as lipossolúveis como as do complexo B, se ingeridas em doses altas, podem intoxicar o organismo, e seus sintomas são muito semelhantes com os da deficiência desses nutrientes.

Dessa forma, o melhor e mais indicado é recorrer à orientação de um profissional antes de tomar qualquer vitamina, que só deve ser inserida numa dieta em decorrência de uma indicação médica e em quantidades adequadas. Sangramentos e distúrbios neurológicos podem vir a ocorrer se estas vitaminas forem utilizadas exageradamente.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Menos carne, mais peixe


Dieta rica em ácidos graxos ômega 3 pode proteger contra a epilepsia

No final de junho um grupo de crianças de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, começou a receber doses diárias de óleo de peixe como complemento dos remédios que tomam para controlar a epilepsia. Considerada a doença neurológica crônica mais comum no mundo – afeta 1% da população nos Estados Unidos e na Europa e 2% no Brasil –, a epilepsia é marcada por alterações súbitas no funcionamento de células cerebrais chamadas neurônios. Nas crises, que duram minutos, grupos específicos dessas células disparam impulsos elétricos com mais frequência e maior intensidade para outros neurônios, causando alterações de comportamento, contrações musculares involuntárias violentas ou perda de consciência.
As 52 crianças que hoje participam do experimento – os médicos pretendem incluir mais 38 – apresentam uma forma de epilepsia grave em que os focos que originam as descargas elétricas típicas das crises estão disseminados pelo cérebro e não podem ser removidos por cirurgia. “Elas têm crises epilépticas quase todos os dias”, explica Vera Cristina Terra, neurologista da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP) e responsável pelo ensaio clínico. A expectativa é de que o consumo de óleo de peixe – rico em ácidos graxos ômega 3, moléculas de gordura que entram na composição das células, mas não são produzidas pelo organismo humano – gere nas crianças os benefícios observados em testes com animais de laboratório e adultos: a redução da frequência das crises e a preservação dos neurônios.

Acredita-se que o uso desses suplementos possa substituir outra terapia que ajuda a amenizar a epilepsia: a dieta cetogênica, em que os carboidratos da alimentação são substituídos por gorduras – essa dieta é mais rigorosa e pode alterar o nível de colesterol sanguíneo. “Procuramos um composto rico em gorduras que possa ser utilizado por longos períodos sem efeitos colaterais importantes”, diz Vera.

Os planos de testar o ômega 3 contra a epilepsia surgiram em 2008, quando ela iniciou seu pós-doutoramento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com Esper Cavalheiro. Na época a equipe do neurocientista Fulvio Scorza, da Unifesp, e de Roberta Cysneiros, da Universidade Mackenzie, concluíam testes com ratos mostrando o efeito protetor do ômega 3, classificado como suplemento alimentar e não como medicamento. Por dois meses Danuza Ferrari deu a roedores com e sem epilepsia uma dose diária de óleo de peixe equivalente ao conteúdo de três cápsulas do suplemento. Feita em parceria com Ricardo Arida, da Unifesp, e Antonio-Carlos de Almeida, da Universidade Federal de São João Del Rei, em Minas Gerais, a análise do cérebro revelou que os ratos tratados com ômega 3 perderam menos neurônios do hipocampo – área ligada ao aprendizado e à aquisição da memória, danificada em algumas formas de epilepsia – do que os que receberam um composto inócuo. “Demos aos roedores óleo de peixe via oral, para simular o que ocorre com quem toma cápsulas de ômega 3”, conta Scorza, que descreveu os resultados em 2008 na Epilepsy & Behavior.
Excitação e morte - Não se sabe ao certo como o ômega 3 evita a morte dos neurônios. Um provável mecanismo é o bloqueio da entrada de cálcio nessas células. É que nas crises epilépticas há liberação do mensageiro químico glutamato, que promove a entrada de cálcio nos neurônios, deixando sua concentração no interior da célula dez vezes superior à do exterior. Em excesso, porém, o cálcio, fundamental para a comunicação das células, mata-as.

Em seus experimentos Scorza observou nos animais tratados com ômega 3 o aumento da produção das proteínas calretinina e parvalbumina, que evitam a entrada de cálcio nos neurônios. Em outros testes recém concluídos, sua equipe mostrou ainda a formação de novos neurônios e a redução do nível de proteínas inflamatórias, que, segundo algumas teorias, poderiam levar à epilepsia. “Uma dieta ideal para as pessoas com epilepsia e as saudáveis deveria incluir três porções de peixes de água fria por semana ou uma cápsula de óleo de peixe por dia”, diz Scorza. No último século a população humana reduziu brutalmente a ingestão de ômega 3, substituído pelo ômega 6, encontrado em carnes e produtos industrializados e menos benéfico para o organismo. Os peixes indicados para o consumo são o salmão e a sardinha. “O atum é rico em ômega 3, mas tem níveis elevados de mercúrio, tóxico para os neurônios”, conta.

No ensaio clínico de Ribeirão as crianças receberão diariamente por seis meses cápsulas de óleo de peixe – um grupo vai ingerir 2 gramas e outro 3 gramas –, além dos medicamentos contra a epilepsia. “Escolhemos as cápsulas para evitar o risco de elas não se adaptarem ao consumo de sardinha”, conta Vera. Ao final do período, os resultados serão comparados com os de um terceiro grupo, tratado só com antiepilépticos. Se tudo correr bem, o teste será estendido por mais meio ano.



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Agricultura orgânica














É cada vez maior o número de pessoas que estão buscando uma alimentação mais saudável, na tentativa de resgatar um tempo em que ainda era possível ter à mesa alimentos frescos, de boa qualidade biológica e livres de agrotóxicos.
Hoje em dia, esse tipo de alimento pode ser encontrado, com alguma facilidade - pelo menos nas grandes cidades - nos supermercados, lojas especializadas e feiras de produtores. São os “alimentos orgânicos”, produzidos segundo critérios rígidos de qualidade, por agricultores que fazem parte de associações de agricultura orgânica. Eles utilizam apenas métodos e práticas ecológicas em suas plantações.
Formam um grande movimento, bastante organizado, coordenado mundialmente pela IFOAM - International Federation of Organic Agricuture Movements (Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica), com sede na Inglaterra.

O Instituto Biodinâmico - IBD, que há vinte anos atua no campo de pesquisa e desenvolvimento da agricultura orgânica e biodinâmica no Brasil, define, assim, um produto orgânico:

“...é muito mais que um produto sem agrotóxicos e sem aditivos químicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos e outros), conservando-os no longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.
Para ofertar ao consumidor alimentos saudáveis e nutritivos, o agricultor deve trabalhar em harmonia com a natureza, recorrendo aos conhecimentos de diversas ciências como a agronomia, ecologia, sociologia, economia e outras. A produção orgânica obedece a normas rígidas de certificação que exigem, além da não utilização de agrotóxicos e drogas venenosas, cuidados com a conservação e preservação dos recursos naturais e condições adequadas de trabalho.”

História da agricultura orgânica

A história da agricultura orgânica é antiga. Começa no século 19 e chega aos dias de hoje, com final feliz. Vamos dividi-la em alguns momentos importantes, para que você entenda um pouco sobre as discussões que se travaram, ao longo dos anos, em torno do assunto.

Os fertilizantes químicos são descobertos.

Até os meados do século XIX, o descanso da terra e a utilização de esterco eram as únicas receitas conhecidas para a recuperação das áreas agrícolas, eram as maneiras que os agricultores utilizavam para recolocar o solo em condições de produzir. Foi quando um pesquisador alemão, Justus von Liebg, descobriu o efeito fertilizante do nitrogênio sobre as plantas, depois do potássio e do fósforo e de mais alguns micronutrientes. Foi uma revolução sem precedentes. Num terreno cansado, uns poucos quilos de adubos químicos podiam fazer aquilo que o descanso levaria anos para conseguir ou que exigiria toneladas de esterco ou de esforço humano. Mas nem todos concordaram com os novos métodos.

Alguns setores científicos rejeitaram a utilização dos adubos químicos, formando as escolas de agricultura orgânica que temos até hoje. Na primeira metade do século 20, surgiram eminentes pesquisadores, médicos e filósofos, pesquisando e propondo métodos e práticas para o incremento da fertilidade dos solos de forma orgânica, rejeitando a utilização desses novos adubos químicos, que estavam sendo utilizados. Seus trabalhos renderam bons frutos. Cada qual atuou a seu modo, em seus diferentes países, surgiram os seguidores, criaram-se escolas e institutos, desenvolvendo a fundamentação científica que embasa as práticas atuais da agricultura orgânica.

Grandes vertentes de pensamento formaram-se: a da agricultura biodinâmica, a biológica, a orgânica, a natural. Todas se reúnem hoje, num só movimento, sob a denominação de agricultura orgânica.

A seqüência, no tempo, os principais fatos e personagens, foram os seguintes:

Em 1924, o filósofo austríaco, Rudolf Steiner, apresentou uma visão alternativa de agricultura, baseada na ciência espiritual da antroposofia, aos agricultores que se preocupavam com o rápido declínio das lavouras e criações submetidas às tecnologias modernas e à química, lançando os fundamentos do que seria a agricultura biodinâmica. Nela, o agricultor procura fazer de sua propriedade um organismo integrado, com entrada mínima de recursos de fora da propriedade; utiliza preparados homeopáticos para vitalizar as plantas e estimular o seu crescimento. As idéias de Steiner foram difundidas para vários países do mundo, com a colaboração de outros pesquisadores. Nos dias atuais produtos biodinâmicos são comercializados com o selo da Associação Demeter, sediada na Alemanha e que é representada no Brasil pela Associação Biodinâmica.

Alguns anos mais tarde, nas décadas de 30 e 40 - o inglês Sir Albert Howard dá início a uma das mais difundidas correntes do movimento orgânico, a da agricultura orgânica. Sir Howard trabalhou com pesquisas na Índia durante 40 anos, publicando obras relevantes, defendendo a não utilização de adubos artificiais e, particularmente de adubos químicos, destacando a importância do uso de matéria orgânica na melhoria da fertilidade e vida do solo e que da fertilidade natural do solo dependia a resistência das plantas a pragas e doenças. No final da década de 40, nos Estados Unidos, Jerome Inving Rodale, influenciado pelas idéias de Howard, fundou um forte movimento em prol da agricultura orgânica. O Rodale Institute realiza pesquisa, extensão e ensino em agricultura orgânica até os dias de hoje.

Após os modelos criados por Steiner e Howard, também no início dos anos 30, outro biologista e homem político, Hans Muller, trabalhou na Suíça em estudos sobre fertilidade do solo e microbiologia, criando a agricultura biológica. Esse movimento fez numerosos adeptos, destacadamente na França (Fundação Nature & Progrès), na Alemanha (Associação Bioland) e na Suíça (Cooperativa Muller). Dentro dessa tendência, cabe destacar ainda a participação de dois pesquisadores franceses considerados como personagens-chaves no desenvolvimento científico da agricultura orgânica. O primeiro é o pesquisador Claude Aubert, que publicou L’Agriculture Biologique ou “A Agricultura Biológica”, em que destaca a importância de manter a saúde dos solos para melhorar a saúde das plantas e, em conseqüência melhorar a saúde do homem. O segundo personagem importante é Francis Chaboussou, que publicou em 1980, Les plantes malades des pesticides, traduzido para o português como “Plantas doentes pelo uso de agrotóxico: a teoria da trofobiose”. Sua obra mostra que uma planta em bom estado nutricional torna-se mais resistente ao ataque de pragas e doenças. Outro ponto que o autor destaca é que o uso de agrotóxicos causa um desequilíbrio nutricional e metabólico à planta, deixando-a mais vulnerável e causando alterações na qualidade biológica do alimento.

Outra corrente importante do movimento orgânico é a da agricultura natural, surgida em meados da década de 1930, com o filósofo japonês Mokiti Okada que ensinava que a purificação do espírito deve ser acompanhada pela purificação do corpo, daí a necessidade de evitar os produtos tratados com substâncias tóxicas. Suas idéias foram reforçadas e difundidas internacionalmente pelas pesquisas de Masanobu Fukuoka, que defendia a idéia de artificializar o menos possível a produção, mantendo o sistema agrícola o mais próximo possível dos sistemas naturais. Na Austrália, essas idéias evoluíram nas mãos do Dr. Bill Mollison e deram origem a um novo método conhecido como permacultura.

Os venenos passam a ser utilizados na agricultura: inseticidas, fungicidas e herbicidas

O avanço desses movimentos de agricultura orgânica e das suas repercussões práticas foi barrado, a princípio, em função do forte lobby da agricultura química, ligada a interesses econômicos expressivos. Além dos adubos, um outro tipo de produtos químicos, os “cidas” - inseticidas, fungicidas e herbicidas - que conseguem matar os insetos, os fungos e as ervas daninhas que incomodam os agricultores, haviam sido desenvolvidos e estavam sendo comercializados e utilizados por todos.

O que ocorreu é que as tecnologias que tinham sido desenvolvidas durante as Guerras Mundiais foram vistas como muito úteis para a produção agrícola. Por exemplo: o produto químico nitrato de amônio, que era usado como munição, se tornou um fertilizante eficaz; os organofosforados usados na fabricação de gás foram utilizados mais tarde como inseticida; a partir do agente laranja utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã, desenvolveram-se os herbicidas, que controlam as plantas invasoras das culturas. Abriu-se espaço para um novo e lucrativo mercado.

Com esses recursos, as propriedades agrícolas começaram a obter produções incríveis.

A química dava ao homem um poder imenso diante das adversidades da natureza que, por séculos, fizeram parte do dia-a-dia da vida no campo. Tudo muito fácil e muito simples: se a terra está cansada, não é preciso recuperá-la, basta aplicar adubo químico na planta; se a formiga aparece, você joga veneno na lavoura; se é doença de folha, aplica-se o fungicida etc, etc. Esses produtos passaram a ser utilizados em larga escala, a agricultura tornou-se completamente dependente da indústria de agroquímicos.

A utilização de inseticidas se expandiu inicialmente nos países industrializados, já sendo corrente no final da década de 1950 nos EUA, na Europa Ocidental e no Japão. Ocupados esses mercados, a expansão foi orientada para os países pobres, sobretudo para aquelas culturas que pudessem pagá-los. No Brasil, a grande expansão do uso de inseticidas ocorreu apenas nos anos de 1970, vinculada ao crédito rural subsidiado, quando a liberação do crédito foi condicionada à utilização dos agrotóxicos.

A consciência ecológica

No início dos anos 1960, a publicação do livro Silent Spring, em português “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, chamou a atenção da opinião pública para os danos que a utilização de inseticidas estava causando ao ambiente, inclusive a grandes distâncias das áreas de aplicação.

Nas décadas de 1970 e 1980, sucedem-se as constatações da poluição generalizada no planeta e as conseqüentes ameaça de extinção de vários animais como os ursos polares no Ártico e exaustão iminente das reservas de importantes recursos naturais. A poluição dos ecossistemas havia atingido tais proporções que ameaçava as bases de sustentação da vida. A contaminação das águas doces e dos oceanos, a diminuição da camada de ozônio, o comprometimento das cadeias tróficas, os resíduos de agrotóxicos no leite materno e na água das chuvas, as chuvas ácidas, tudo isso não eram mais especulações ou alarmismo, mas fatos concretos e devidamente documentados. A agricultura, em particular, tornara-se a maior fonte de poluição difusa do planeta. A situação era claramente insustentável.

Para os organismos internacionais, especialmente as Nações Unidas, a postura predominante até o início dos anos 1970 era a de que toda a contestação ao modelo agrícola convencional era improcedente. Contudo, o acúmulo de evidências em contrário foi obrigando a uma mudança da postura oficial. Na seqüência de Conferências da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1972, 1982 e 1992, foi se tornando cada vez mais evidente que tanto o padrão industrial quanto o agrícola precisavam de mudanças urgentes.

Com a consciência ecológica, nos anos 1980 e 1990, a proposta de uma agricultura sustentável ganha força, entre os produtores e os consumidores e governos.

Para o grande público, até o final da década de 1970, o termo ecologia não existia. Com a crescente conscientização da magnitude dos problemas ambientais, o termo passou a ser reconhecido com facilidade, sempre associado à preservação ou recuperação do meio ambiente e à saúde das pessoas. Os produtos orgânicos, por serem identificados como ecológicos, começaram a ser muito bem aceitos pelo mercado e as iniciativas de produção orgânica passaram a ser muito bem sucedidas.

No Brasil se diversificaram os setores interessados nos métodos orgânicos. Na década de 1970, eram quase que exclusivamente os alternativos. Na década de 1980, somaram-se os movimentos ligados à agricultura familiar, e, em parte, o movimento ambientalista. A partir de meados da década de 1990, o interesse mais evidente passou a vir do mundo empresarial, especialmente de supermercados e de produtores rurais mais capitalizados.










segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ih, o pão mofou!



Quem já não retirou aquele pedaço mofado da fatia de pão e comeu o restante? Ou jogou fora a fatia com sinais de mofo e comeu as outras, que pareciam estar em bom estado? Essas atitudes, aparentemente inofensivas, podem levar à intoxicação alimentar ou a reações alérgicas. Quando um alimento tem marcas de mofo em uma parte, todo ele já está contaminado de fungos.
O biólogo e coordenador do curso de Laboratório em Biodiagnóstico em Saúde da Escola Politécnica, Marcos Antonio Marques, explica que o mofo é a proliferação de colônias de fungos que se desenvolveram e se agruparam. “Quando conseguimos ver estes microrganismos a olho nu, isto significa que há uma imensa quantidade deles nos alimentos.”
A principal diferença das colônias de bactérias para as de fungos é que o alimento contaminado por bactérias exala cheiro de azedo, enquanto por fungos, não tem odor, apenas o chamado bolor. Entretanto, assim como as bactérias, os fungos podem causar intoxicação e diarréias, principalmente se a pessoa for alérgica a estes microrganismos.
Fatores de risco
Marcos Antonio Marques explica que os fungos se encontram no ar e, normalmente, o corpo humano desenvolve anticorpos contra eles. Os alimentos acabam sendo locais propícios para a sua proliferação, já que buscam umidade, calor e escuro.
“Há vários tipos de fungos, uns mais nocivos à saúde do que outros. Como no dia-a-dia as pessoas não vão saber qual o tipo está nos alimentos, recomenda-se o descarte de tudo. No caso do pão de forma, mesmo que apenas algumas fatias apresentem o bolor, as chances de todo o saco estar contaminado é grande”.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pessoas adoecem todos os anos em virtude da ingestão de alimentos contaminados. A ocorrência de contaminação dos alimentos está relacionada a vários fatores, tais como: temperatura/tempo, armazenamento, conservação, manipulação, hábitos higiênicos, entre outros.
Prazo de validade
Os alimentos classificados como perecíveis são aqueles que estragam rapidamente, como carnes, leite e os derivados, ovos, frutas, verduras e legumes. A nutricionista Alessandra Veggi, pesquisadora visitante da Fiocruz e integrante do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição, ressalta que os sintomas mais comuns após a ingestão de um alimento contaminado são: diarréia, vômitos, dores abdominais, mal estar e febre. “Há casos que podem levar à morte”, adverte a nutricionista.
Além de bactérias e fungos, os alimentos podem ser contaminados por vírus e parasitas e também por toxinas produzidas e liberadas por esses microrganismos. Como nem sempre essa contaminação é percebida, é importante estar atento aos prazos de validade e o estado de conservação dos alimentos.
Verão e inverno
As diferenças de temperatura em função das estações do ano influenciam na durabilidade dos alimentos. Conforme explica a médica veterinária Cristiane Miranda, também pesquisadora visitante da Fiocruz, no verão, por causa do calor, há um ambiente mais favorável ao aparecimento de microrganismos. Por isso, recomenda-se guardar na geladeira o quanto antes os alimentos preparados, mesmo que ainda estejam mornos.
“Outro problema é abrir a porta da geladeira muitas vezes ou mantê-la aberta por muito tempo. Isso traz um risco importante porque há aumento da temperatura, propiciando o crescimento microbiano”, alerta a médica veterinária.
A geladeira tem capacidade de refrigeração limitada, e não deve ser usada como depósito de alimentos. Quando está muito cheia, não permite a circulação do ar frio, logo há problemas na troca de calor e na manutenção da temperatura adequada para conservação dos alimentos.
(Patricia Moreira)
Para saber mais:
Cuidar dos Alimentos (Fiojovem)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Maioria dos pais oferece alimentos industrializados à criança antes do 1º ano de vida

Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que 67% dos pais oferecem alimentos industrializados à criança antes do 1º ano de vida.

O levantamento foi feito com 270 pais de crianças que frequentam berçários de creches públicas e filantrópicas da cidade de São Paulo. A maioria dos entrevistados era jovem, com baixa escolaridade e menor poder aquisitivo.

Até os seis meses de idade, a recomendação é que alimentação da criança seja baseada exclusivamente no aleitamento.

Para a autora do trabalho, a nutricionista Maysa Helena de Aguiar Toloni, a conclusão é preocupante, já que os alimentos industrializados possuem mais açúcar e gordura. Cerca de 10% das crianças e 20% dos adolescentes têm excesso de peso no país. Além disso, os jovens têm sido vítimas de problemas como hipertensão e colesterol alto cada vez mais cedo.

Açúcar, chá e mel

Ao contrário do que muita gente pensa, a nutricionista explica que a criança já nasce com preferência pelo sabor adocicado. Porém, o Ministério da Saúde recomenda que a adição de açúcar deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida. Antes dessa fase, isso só aumenta a incidência de cáries e o valor calórico da dieta, sem contribuir com conteúdo nutricional.

A pesquisa mostra que, até os três meses de vida, 31% dos pais afirmaram ter oferecido açúcar ao filho. Quase metade, ou 49%, dão chá para a criança. E 18% oferecem mel. "As pessoas acham que o mel é um alimento natural, mas ele é contraindicado antes do primeiro ano de vida porque, nessa fase, a flora intestinal ainda não está formada e há risco de intoxicações causadas pelo bacilo Clostridium botulinum", explica.

Outro dado que chama a atenção é a idade com que as crianças começam a conhecer os refrigerantes: entre o primeiro e o sexto mês de vida, 12% delas já experimentaram. Até os noves meses, esse índice sobe para quase 20% e mais da metade (56,5%) já teve a bebida incluída no cardápio até o primeiro ano de vida.

A pesquisadora alerta que a presença de corantes e aditivos nos alimentos industrializados também pode aumentar a predisposição da criança a desenvolver alergias alimentares.

Motivos

Embora o foco do estudo não tenha sido os motivos que levam à introdução precoce dos alimentos industrializados, a nutricionista pondera que a falta de informação justifica os resultados. "Muitos dos pais que participaram da pesquisa não fizeram o pré-Natal, por isso não foram orientados adequadamente", comenta a pesquisadora.

Mas o aspecto sócio-econômico nem sempre é determinante: "há estudos que indicam que nas classes altas o resultado é parecido".

Na maior parte das vezes, ela observa, a dieta do bebê reflete o estilo de vida da própria família. "É comum a criança querer aquilo que os pais ou o irmão mais velho está consumindo", diz. Outro fator é a falta de tempo para preparar refeições mais nutritivas, com vegetais frescos, por exemplo. Além disso, ela também menciona a influência da publicidade de alimentos na tendência a oferecer alimentos industrializados, como macarrão instantâneo e sucos artificiais, para crianças muito pequenas.

Do UOL Ciência e Saúde

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Carboidratos e saúde



Os alunos aprenderam que a energia fornecida pelos alimentos é utilizada para realizar todas as atividades, repor perdas e fazer mais matéria orgânica para o nosso organismo. Aprenderam também que o consumo excessivo de carboidratos, além das nossas necessidades diárias, provoca aumento de peso.

Alunos e alunas durante aula prática no Laboratório de Biologia do IEE.

Aula prática de carboidratos


Alunos da 1a. série do ensino médio, turma 110, respondendo as questões do relatório de aula prática no Laboratório de Biologia do IEE.

Aula prática da 1a. série do ensino médio



Os alimentos que tem amido na sua composição ficam com a coloração roxo escuro ao reagir com o lugol. O amido é uma substância orgânica presente nas plantas e em alguns protistas e tem a função de reserva de energia.